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Órgão de direitos humanos da ONU denuncia bombardeios na Etiópia

14 jan 2022 - 14h35
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O escritório do Alto Comissariado de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ACNUDH) expressou nesta sexta-feira indignação em relação a "várias informações profundamente perturbadoras" sobre ataques aéreos na região de Tigré, na Etiópia, dizendo que pelo menos 108 civis foram mortos desde o início de janeiro. 

Aldeões retornam para cidade de Yechila, passando por dezenas de veículos queimados, em Tigré, na Etiópia
10/07/2021 REUTERS/Giulia Paravicini
Aldeões retornam para cidade de Yechila, passando por dezenas de veículos queimados, em Tigré, na Etiópia 10/07/2021 REUTERS/Giulia Paravicini
Foto: Reuters

Liz Throssell, porta-voz do escritório, descreveu diversos ataques, um deles sobre um ônibus particular, outro a um aeroporto e outro a um acampamento para desabrigados, afirmando que pelo menos 59 pessoas morreram no ataque ao acampamento, o que faz dele o mais letal. 

"Pelo menos 108 civis foram mortos e 75 outros feridos desde o início do ano como resultado de ataques aéreos supostamente conduzidos pela Força Aérea etíope", afirmou Throssel a jornalistas em Genebra. 

Ela pediu que as autoridades etíopes e seus aliados garantam a proteção dos civis de acordo com a lei internacional, que requer a verificação de que os alvos de ataques sejam militares. 

"A falha em respeitar os princípios de distinção e proporcionalidade pode representar crimes de guerra", disse. 

O porta-voz das Forças Militares da Etiópia, coronel Getnet Adane, e o porta-voz do governo, Legesse Tulu, não responderam imediatamente a um pedido por comentários sobre os supostos ataques. 

O governo negou anteriormente ter tido civis como alvo de ataques no conflito que já dura 14 meses com as forças rebeldes do Tigré. 

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