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Ordem de Malta elege italiano como novo grão-mestre

Giacomo Dalla Torre, 73 anos, comandará a poderosa entidade

2 mai 2018
16h50
atualizado às 16h56
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O italiano Giacomo Dalla Torre del Tempio di Sanguinetto, de 73 anos, foi eleito nesta quarta-feira (2) como o 80º grão-mestre da Ordem de Malta, uma das principais organizações humanitárias da Igreja Católica.

Giacomo Dalla Torre, 73 anos, está na Ordem de Malta desde 1985
Giacomo Dalla Torre, 73 anos, está na Ordem de Malta desde 1985
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Dalla Torre foi escolhido pelo Conselho de Estado da ordem, reunido nesta manhã em sua sede, em Roma. O cargo de grão-mestre é vitalício, e o italiano fará seu juramento nesta quinta-feira (3), na igreja de Santa Maria de Aventino, na capital italiana.

O principal objetivo de Dalla Torre será a reforma da Constituição da Ordem de Malta, iniciada em 2017, e seu primeiro compromisso oficial será a 60ª peregrinação internacional da entidade a Lourdes, na França, entre 4 e 8 de maio.

O frei italiano é formado em letras e filosofia pela Universidade de Roma, com especialização em arqueologia cristã e história da arte. Ele faz parte da Ordem de Malta desde 1985 e substitui o britânico Matthew Festing, que teve de renunciar em janeiro de 2017, por pressão do papa Francisco.

A saída pôs fim a meses de uma disputa que era vista como um novo braço de ferro entre as alas liberal e conservadora da Igreja. Em dezembro de 2016, Francisco, tido como reformista, nomeara uma comissão para apurar as circunstâncias da demissão do grão-chanceler Albrecht Freiherr Von Boeselager, que teria sido motivada pela decisão deste último de autorizar a participação dos Cavaleiros de Malta em programas de distribuição gratuita de preservativos contra a propagação do vírus HIV na África.

No entanto, a ordem, cujo patrono é o cardeal conservador Raymond Burke, se recusou a cooperar com o inquérito, afirmando que a saída de Boeselager era um "caso interno". Especula-se que o ex-grão-chanceler era muito liberal para o gosto de Burke.

O cardeal norte-americano já fez duras críticas a Jorge Bergoglio e é um dos líderes conservadores que enviou uma carta contestando a exortação apostólica "Amoris laetitia", que defende uma maior abertura da Igreja aos divorciados.

Criada na época das Cruzadas, quando teve importante atuação militar, a Ordem de Malta está presente em 120 países e possui mais de 12 mil membros, além de 80 mil voluntários.

Ansa - Brasil   
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