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Operação contra máfia 'ndrangheta mira políticos na Itália

Secretário de partido de centro foi alvo de mandado de busca

21 jan 2021
09h06
atualizado às 09h45
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A polícia da Itália fez nesta quinta-feira (21) uma operação de busca e apreensão na casa do político Lorenzo Cesa, líder do partido União de Centro (UdC), em Roma, no âmbito de um inquérito contra a máfia 'ndrangheta.

Lorenzo Cesa renunciou ao cargo de líder da União de Centro
Lorenzo Cesa renunciou ao cargo de líder da União de Centro
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Cesa, que já foi deputado dos parlamentos italiano e europeu, é investigado na operação "Baixo Perfil", que mira tentáculos da organização criminosa calabresa em todo o país.

Segundo o Ministério Público, o político é acusado de formação de quadrilha agravada por modalidades mafiosas. Os crimes teriam ocorrido em 2017, quando Cesa, que na época era eurodeputado, teria ajudado dois empresários supostamente ligados à 'ndrangheta a vencerem licitações públicas.

O político teria agido em parceria com Francesco Talarico (UdC), atual secretário de Orçamento da região da Calábria e que foi preso em regime domiciliar nesta quinta-feira.

Por meio de uma nota, Cesa disse ter sido notificado sobre um inquérito a respeito de fatos ocorridos em 2017, mas garantiu que é "totalmente estranho aos fatos" e que pedirá para ser escutado pelo Ministério Público "o quanto antes".

No entanto, o político renunciou ao cargo de secretário-geral da UdC "com efeito imediato". A União de Centro é um pequeno partido democrata-cristão e hoje conta com apenas três assentos no Parlamento, todos eles no Senado.

Os três senadores da sigla, Antonio De Poli, Antonio Saccone e Paola Binetti, divulgaram um comunicado no qual expressam "solidariedade" a Cesa e afirmam ter "confiança na magistratura".

"Baixo perfil"

A operação deflagrada nesta quinta executou 48 mandados de prisão, sendo 35 em regime domiciliar, contra suspeitos de envolvimento com a 'ndrangheta, multinacional do crime surgida na Calábria, sul da Itália, mas que hoje tem ramificações no mundo todo, inclusive no Brasil.

Entre os detidos estão supostos mafiosos, empresários e servidores públicos. Quase 100 milhões de euros em bens foram apreendidos pela polícia.

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