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ONU condena Israel por uso excessivo de força contra palestinos

13 jun 2018
19h53
atualizado às 19h56
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A Assembleia Geral das Nações Unidas condenou Israel nesta quarta-feira por uso excessivo de força contra civis palestinos e pediu que o chefe da ONU, Antonio Guterres, recomendasse um "mecanismo internacional de proteção" ao território palestino ocupado.

Forças de segurança israelenses com participantes palestinos de protesto 
12/06/2018
REUTERS/Ronen Zvulun
Forças de segurança israelenses com participantes palestinos de protesto 12/06/2018 REUTERS/Ronen Zvulun
Foto: Reuters

A Assembleia Geral adotou a resolução com 120 votos a favor, oito contra e 45 abstenções. A proposta foi apresentada na Assembleia Geral por Argélia, Turquia e os palestinos, depois que os Estados Unidos vetaram uma resolução semelhante no Conselho de Segurança da ONU, de 15 membros, no início deste mês.

O texto da Assembleia Geral condenou o lançamento de foguetes de Gaza em áreas civis israelenses, mas não mencionou o Hamas, o grupo islâmico que controla Gaza. Resoluções da Assembleia Geral não são juridicamente vinculantes, mas carregam peso político.

"A natureza desta resolução demonstra claramente que a política está conduzindo o dia. É totalmente unilateral. Não faz nenhuma menção aos terroristas do Hamas que rotineiramente iniciam a violência em Gaza", disse a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, à Assembléia Geral antes da votação.

Os EUA falharam na tentativa de alterar a resolução com um parágrafo que teria condenado a violência do Hamas.

"Ao apoiar esta resolução, você está conspirando com uma organização terrorista, apoiando esta resolução, você está empoderando o Hamas", disse o embaixador de Israel, Danny Danon, à Assembleia Geral antes da votação.

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