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ONU cobra Turquia e Arábia Saudita a investigarem desaparecimento de jornalista

9 out 2018
09h42
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O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) expressou nesta terça-feira uma grande preocupação com o "desaparecimento aparentemente forçado" e o possível assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi uma semana atrás, e exortou a Turquia e a Arábia Saudita a investigarem.

Ativistas de direitos humanos e amigos de jornalista saudita Jamal Khashoggi protestam em frente ao consulado da Arábia Saudita em Istambul 08/10/2018 REUTERS/Murad Sezer
Ativistas de direitos humanos e amigos de jornalista saudita Jamal Khashoggi protestam em frente ao consulado da Arábia Saudita em Istambul 08/10/2018 REUTERS/Murad Sezer
Foto: Reuters

O presidente turco, Tayyip Erdogan, desafiou Riad, na segunda-feira, a provar a afirmação de que Khashoggi saiu do consulado saudita em Istambul, e Washington pediu à Arábia Saudita que auxilie uma investigação sobre seu sumiço.

"Sim, esta é uma preocupação séria, o desaparecimento aparentemente forçado do senhor Khashoggi do consulado saudita em Istambul", disse a porta-voz de direitos humanos da ONU, Ravina Shamdasani, em um boletim à imprensa em Genebra.

"Se as reportagens sobre sua morte e as circunstâncias extraordinárias que levaram a ela forem verdadeiras, isto é realmente chocante".

Khashoggi foi um editor de jornal destacado na Arábia Saudita e conselheiro de um ex-chefe de inteligência do país. Seu desaparecimento provocou preocupação global, particularmente depois que fontes turcas disseram no final de semana que autoridades acreditam que ele foi assassinado dentro do consulado.

"Pedimos uma cooperação entre a Turquia e a Arábia Saudita para a realização de uma investigação imediata e imparcial das circunstâncias do desaparecimento do senhor Khashoggi e para que as descobertas sejam levadas a público", disse Ravina. Os dois países têm tal obrigação, conforme as leis criminal e internacional de direitos humanos, afirmou ela.

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