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Ondas de calor causaram recorde de mortes enquanto Reino Unido enfrenta coronavírus, diz estudo

19 nov 2020
17h16
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Ondas de calor causaram 2.556 mortes no Reino Unido no verão além do que normalmente ocorre nessa época do ano ao mesmo tempo em que o país lutava para conter a pandemia de coronavírus, de acordo com uma estimativa do governo publicada nesta quinta-feira.

Mulher carrega criança numa fonte em um dia quente em Londres
01/08/2013
REUTERS/Andrew Winning
Mulher carrega criança numa fonte em um dia quente em Londres 01/08/2013 REUTERS/Andrew Winning
Foto: Reuters

As ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas estão entre os impactos mais mortíferos da mudança climática, atingindo com mais dureza os idosos e outros grupos vulneráveis, dizem cientistas.

"A menos que o governo adote uma ação urgente para enfrentar a emergência climática, o número de mortes excedentes devido a ondas de calor provavelmente aumentará ano a ano", disse Sandy Robertson, da Aliança do Reino Unido contra a Mudança Climática, um grupo de ativismo de profissionais de saúde.

O Reino Unido sofreu uma série de ondas de calor em junho, julho e agosto, durante as quais muitas estações climáticas de todo o país quebraram ou atingiram recordes de temperaturas máximas.

A estimativa de 2.556 mortes excedentes foi a mais alta desde que o governo lançou um plano para administrar os efeitos das temperaturas altas na saúde em reação à morte de estimadas 2.234 pessoas na Inglaterra durante uma onda de calor pan-europeia em 2003.

Pesquisadores disseram que só as temperaturas altas não explicam todas as fatalidades, o que faz com que se pergunte se a pandemia pode ter servido para amplificar o impacto do calor.

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