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OMS emite alerta sobre surto letal de hantavírus na Argentina

24 jan 2019
16h36
atualizado às 17h56
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Ao menos 11 pessoas morreram na Argentina após serem infectadas com hantavírus, uma doença transmitida por ratos e outros roedores, de acordo com alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Sede da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Genebra
22/03/2016
REUTERS/Denis Balibouse/File Photo
Sede da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Genebra 22/03/2016 REUTERS/Denis Balibouse/File Photo
Foto: Reuters

De 29 casos da doença confirmados por exames laboratoriais entre outubro de 2018 e 20 de janeiro de 2019, quase 60 por cento foram identificados em mulheres ou meninas, segundo a OMS.

Em cerca de 50 por cento dos casos confirmados --todos em Epuyén, na província argentina de Chubut --os infectados reportaram os sintomas dentro das últimas três semanas.

"A potencial transmissão de humanos para humanos está sob investigação", disse a OMS.

Não há nenhum tratamento, cura ou vacina para a infecção por hantavírus e a taxa de mortalidade por caso pode chegar a entre 35 e 50 por cento.

A OMS advertiu autoridades de saúde da região a estarem vigilantes e a intensificarem os esforços para detectar, investigar, gerir e controlar os casos da doença. A organização disse que atenção especial deve ser destinada a viajantes retornando das áreas afetadas.

O hantavírus é uma doença respiratória viral normalmente transmitida pelo contato com excrementos ou saliva de ratos e outros roedores contaminados. A enfermidade é caracterizada por dores de cabeça, tontura, febre, náusea, diarreia e dor de estômago, seguidas pelo repentino desencadeamento de severos sintomas respiratórios.

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