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No dia do migrante, Papa pede que mundo 'não feche portas'

Para Francisco, fechamentos provocam ditaduras e violências

26 set 2021 11h53
| atualizado às 13h05
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O papa Francisco dedicou grande parte do seu discurso no Angelus neste domingo (26) ao Dia Mundial do Migrante e do Refugiado e pediu que o mundo "não feche as portas" para eles.

Papa pediu que fiéis visitassem monumento do Vaticano que lembra dos migrantes
Papa pediu que fiéis visitassem monumento do Vaticano que lembra dos migrantes
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Não fechemos as portas para as esperanças deles. [...] É necessário caminhar juntos, sem preconceitos, sem medos, colocando-se ao lado de quem é mais vulnerável, migrantes, refugiados, desabrigados, vítimas do tráfico e abandonados. Somos chamados a construir um mundo cada vez mais inclusivo, que não exclua ninguém", disse aos fiéis.

Saudando os diferentes povos que estavam acompanhando a cerimônia, Francisco ainda convidou que todos, antes de deixarem o Vaticano, visitassem o monumento dedicado aos migrantes, com um barco que mostra aqueles que tentam a travessia do Mediterrâneo.

"Parem para olhar aquelas pessoas e acolher aquele olhar de esperança que hoje tem cada migrante para recomeçar a viver. Vão lá e olhem aquele monumento. Não fechemos as portas", acrescentou.

Para o líder da Igreja Católica, "cada fechamento, de fato, faz manter a distância daqueles que não pensam como nós" e "isso, nós sabemos, é a raiz de tantos grandes males da história: do absolutismo que muitas vezes gerou ditaduras e de tantas violências nas relações com quem é diferente".

O tema da migração é bastante caro para o papa Francisco desde o início de seu Pontificado, em 2013. Sua primeira viagem como líder católico, inclusive, foi até a ilha italiana de Lampedusa, porta de entrada para milhares de pessoas que tentam a sorte na perigosa travessia do Mar Mediterrâneo para chegar à Europa. .
   

Ansa - Brasil   
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