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Nissan anuncia demissão de Carlos Ghosn por fraude fiscal

Executivo brasileiro corre o risco de ser preso no Japão

19 nov 2018
08h44
atualizado às 08h50
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O brasileiro Carlos Ghosn, presidente do conselho de administração da Nissan, será demitido do cargo e corre o risco de ser preso pela Justiça do Japão devido a supostas irregularidades financeiras.

Carlos Ghosn é acusado de ter falsificado declarações de renda
Carlos Ghosn é acusado de ter falsificado declarações de renda
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira (19), a montadora japonesa disse que uma investigação interna descobriu que Ghosn, também CEO do Grupo Renault, "subnotificou seus rendimentos" às autoridades.

Segundo a Nissan, o executivo franco-brasileiro será "demitido". A empresa diz que Ghosn falsificou suas declarações de renda "durante vários anos" e usou ativos da companhia para "uso pessoal". A montadora está colaborando com os investigadores.

Pouco antes, a imprensa japonesa havia informado que o executivo estava sendo interrogado por promotores de Tóquio sobre os supostos crimes financeiros. De acordo com a agência "Kyodo", Ghosn "está para ser preso por violação de regras financeiras".

O executivo tem 64 anos e é originário de Rondônia. Ele também ocupa o cargo de presidente do conselho e CEO da Aliança Renault-Nissan, colaboração entre o grupo francês, a montadora japonesa e a Mitsubishi Motors. Ghosn é tido como responsável por salvar a Nissan da falência.

Ansa - Brasil   
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