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Neta de Mussolini veste cores do arco-íris para apoiar LGBTs

Mudança de postura da ex-senadora surpreendeu a Itália, principalmente após ela protagonizar um debate acirrado com um ativista transexual

24 jun 2021 17h32
| atualizado às 17h57
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Neto do ditador, Alessandra Mussolini iniciou a carreira política em 1992
Neto do ditador, Alessandra Mussolini iniciou a carreira política em 1992
Foto: Instagram / Reprodução

A neta do ditador Benito Mussolini (1883-1945), Alessandra Mussolini, se vestiu com as cores do arco-íris para apoiar a comunidade LGBT, em pleno debate do projeto de lei que criminaliza a homofobia e a transfobia na Itália.

A ex-senadora e ex-deputada publicou uma sequência de fotos e vídeo em seu perfil no Instagram, nos quais aparece vestida com fantasias das cores da bandeira. "Mudar significa ser livre", diz a legenda das imagens em alusão à mudança de opinião sobre o assunto.

O vídeo reproduz a música de verão 'Mille', de Orietta Berti e dos cantores Achille Lauro e Fedez, um dos principais artistas italianos na luta contra a homofobia.

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Uma publicação compartilhada por Alessandra Mussolini (@alemussolini_)

"Entrei numa campanha por uma batalha que considero mais que justa. Nada de extraordinário, entre outras coisas, já que sempre foi o fio condutor da minha existência. Hoje, mais do que nunca, devemos lutar juntos contra as muitas discriminações que, infelizmente, ainda existem", declarou Mussolini em entrevista à revista italiana Chi.

Alessandra Mussolini, de 52 anos, é fruto do casamento entre Anna Mria Scicolone e Romano Mussolini, quarto filho do ex-ditador. Sua trajetória política começou em 1992, sendo eleita para cinco mandatos como deputada. Em 2013, ganhou uma vaga no Senado, de onde só saiu um ano depois, para ocupar um assento no Parlamento da União Europeia.

A mudança de postura de Mussolini surpreendeu a Itália, principalmente depois que, em 2006, ela protagonizou um debate acirrado com o ativista transexual Vladimir Luxuria, afirmando que era "melhor ser fascista do que 'bicha'".

Atualmente, a Itália está em pleno debate sobre a aprovação de um projeto de lei promovido pelo deputado de centro-esquerda Alessandro Zan, que inclui a homofobia e a transfobia em trechos do Código Penal que tratam de crimes de ódio por motivos de raça, etnia e religião.

Ansa - Brasil   
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