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Navio venezuelano com petróleo não corre risco de naufrágio, diz ministro de Trinidad e Tobago

22 out 2020 - 19h57
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Uma instalação flutuante de petróleo da Venezuela que se inclinou nas últimas semanas não mostra sinais de naufrágio, mas os planos para transferir a commodity armazenada no navio apresentam alguns riscos, disse o ministro de Energia de Trinidad e Tobago.

Navio Nabarima atracado no Golfo de Paria, entre Venezuela e Trinidad e Tobago 
16/10/2020
Fishermen and Friends of the Sea/Handout via REUTERS
Navio Nabarima atracado no Golfo de Paria, entre Venezuela e Trinidad e Tobago 16/10/2020 Fishermen and Friends of the Sea/Handout via REUTERS
Foto: Reuters

Uma equipe de especialistas de Trinidad inspecionou a instalação Nabarima na terça-feira, detectando que "não havia absolutamente nenhuma inclinação" e que a embarcação estava "totalmente horizontal", disse à imprensa o ministro de Energia do país, Franklyn Khan.

"Não há risco iminente de (o navio) virar ou afundar", afirmou Khan, acrescentando que a equipe passou mais de 30 horas verificando o barco e pediu que autoridades venezuelanas voltem a visitá-lo dentro de um mês.

O Nabarima é parte da joint venture Petrosucre, entre a PDVSA e a italiana Eni. A Petrosucre tem se mantido inativa desde que os Estados Unidos impuseram sanções à petroleira venezuelana, no início de 2019.

A instalação, porém, está carregada com 1,3 milhão de barris de petróleo, e imagens do navio inclinado alarmaram ambientalistas nos últimos meses. O Nabarima está ancorado no Golfo de Paria, entre a Venezuela e Trinidad.

A PDVSA, que não respondeu a um pedido por comentários, planeja descarregar parte do petróleo no navio Icaro, um petroleiro do tipo Aframax, programado para entregar cerca de 550 mil barris de petróleo no porto de Amuay, no oeste da Venezuela, segundo um documento interno da empresa visto pela Reuters.

A companhia pretende transferir cerca de 10 mil barris de petróleo por dia do Nabarima para a barcaça Inmaculada, que levaria a commodity ao Icaro, disse uma pessoa familiarizada com o assunto, o que significa que o processo demoraria semanas para ser concluído.

Khan estimou que os trabalhos levariam de 30 dias a 35 dias.

"Os venezuelanos estão fazendo o certo ao tentar descarregar o barco", disse Khan. "O período longo para descarga, em si, representa um risco leve, embora a operação seja considerada segura."

BRASIL ACOMPANHA

A Marinha do Brasil disse em nota publicada no último sábado que acompanha a situação do navio Nabarima, acrescentando que a embarcação está a cerca de 1.300 quilômetros das Águas Juridicionais Brasileiras, em local na qual as correntes possuem regime de dispersão no sentido noroeste (em direção ao Mar do Caribe).

"O GAA (Grupo de Acompanhamento e Avaliação) permanecerá avaliando o comportamento das correntes marítimas e condições meteorológicas da região, além dos fatores de segurança da navegação, de forma a antecipar qualquer ação necessária no âmbito do país", afirmou a Marinha.

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