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Navio de ONG Lifeline chegará ainda hoje em Malta

Cerca de 250 imigrantes serão distribuídos por 8 países

27 jun 2018
11h45
atualizado às 12h15
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Após seis dias de espera no Mar Mediterrâneo e pivô de um imbróglio político, o navio da ONG alemã Lifeline recebeu autorização para atracar hoje (27) em Malta e desembarcar 250 imigrantes, em mais um episódio da crise migratória na Europa. Em coletiva de imprensa, o primeiro-ministro maltês, Joseph Muscat, disse que a "culpa" de toda a confusão envolvendo a embarcação é do capitão do navio, que teria ignorado orientações de deixar o resgate por conta da Líbia. A ONG teria fretado um barco holandês para realizar resgates no Mediterrâneo. Segundo Muscat, a embarcação deverá ser "apreendida" até que a investigação da justiça de Malta se conclua, já que "a Holanda confirmou oficialmente que o navio não é registrado no país" e que se trata de "um barco privado para uso recreativo que, como tal, não poderia fazer interceptações de naufrágios". "O navio ilegal da Lifeline chegará a Malta e, ali, será apreendido para acertamentos. Outro sucesso do governo italiano.

Navio de ONG Lifeline chegará ainda hoje em Malta
Navio de ONG Lifeline chegará ainda hoje em Malta
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Depois anos de palavras, em um mês chegamos aos fatos", disse, por sua vez, o minitro do Interior da Itália e vice-premier, Matteo Salvini.

No cargo há um mês, Salvini tem proibido que os barcos que resgatam imigrantes no Mediterrâneo desemarquem na Itália, mudando a política até então do país de receber todas as embarcações.

A decisão causou um choque entre as nações da União Europeia, que estão sendo obrigados a acolherem os imigrantes que ficam dias em alto mar, à espera de autorização.

A França receberá cerca de 50 imigrantes da Lifeline, informou o porta-voz do governo, Benjamin Griveaux. Ao todo, oito países se colocaram à disposição para distribuir os estrangeiros: Bélgica, Malta, Itália, França, Irlanda, Luxembugo, Portugal e Holanda.

A Alemanha, porém, não entrará na divisão. De acordo cm boatos de bastidores, o ministro do Interior de Berlim, Horst Seehofer, teria se oposto ao acordo de divisão mediado pelos governos da Itália e França.

Em um comunicado, o porta-voz da Lifeline, Axel Steier, disse que o Seehofer "age como uma versão alemã do colega italiano Salvini e faz o governo alemã de cúmplice na falta de assistência a pessoas em perigo".

Em entrevista à ANSA, Steier havia afrmado que Seehofer estava impedindo a Alemanha de participar de um acordo com os outros países europeus para a distribuição dos imigrantes a bordo do navio.

Mas a agência de notícias DPA disse que Seehofer seria favorável ao acolhimento dos imigrantes, "mas sob uma série de condiçõs, uma delas para que o navio não seja usado sucessivamente".

Ansa - Brasil   
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