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"Não somos comunistas", diz Castillo tentando acalmar temor

Peru vive clima de tensão desde que a rival eleitoral Keiko Fujimori alegou que houve fraude e busca anular votos

16 jun 2021 18h00
| atualizado às 18h18
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Pedro Castillo
REUTERS/Sebastian Castaneda
Pedro Castillo REUTERS/Sebastian Castaneda
Foto: Reuters

Pedro Castillo, um ex-professor e político que está prestes a ser nomeado presidente do Peru, buscou acalmar os temores na dividida nação andina depois que uma lenta contagem de votos mostrou que ele venceu a eleição de 6 de junho.

O socialista Castillo se declarou vitorioso na terça-feira, embora sua rival de direita, Keiko Fujimori, não tenha reconhecido a derrota. Ela alega que houve fraude, apresentando poucas evidências, e busca anular votos. O órgão eleitoral ainda não confirmou o resultado.

"O povo peruano levantou a cabeça para dizer democraticamente que vamos salvar este país", disse Castillo a simpatizantes em uma sacada na noite de terça-feira.

A ascensão abrupta de Castillo, de 51 anos, abalou o establishment político do Peru e pode ter um grande impacto sobre a vital indústria de mineração no segundo maior produtor mundial de cobre, uma vez que Castillo planeja fortes aumentos de impostos sobre o setor.

Na capital Lima, temores se espalharam entre a pequena mas poderosa elite urbana da cidade sobre as políticas do pouco conhecido esquerdista, cujo partido Peru Livre defende ideias marxistas, mas ele procurou moderar sua retórica.

"Não somos chavistas, não somos comunistas, ninguém veio para desestabilizar este país", disse ele, referindo-se a um refrão comum do partido de Keiko Fujimori e de seus apoiadores comparando-o ao falecido presidente da Venezuela Hugo Chávez.

"Somos trabalhadores, somos empresários e vamos garantir uma economia estável, respeitando a propriedade privada, respeitando o investimento privado e, sobretudo, respeitando os direitos fundamentais, como o direito à educação e à saúde."

Castillo, que ganhou destaque como líder sindical de professores no norte rural, disse que seu governo atenderá tanto os eleitores de áreas ricas que apoiaram Keiko quanto sua base rural nos "cantos mais remotos" do Peru.

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