PUBLICIDADE

Mundo não está em melhor posição para combater pandemias do que antes da Covid, diz painel de revisão

18 mai 2022 10h26
ver comentários
Publicidade

O mundo não está melhor preparado para uma nova ameaça de pandemia do que quando o coronavírus surgiu em 2019, e pode estar em uma situação pior devido ao impacto econômico, de acordo com um painel de revisão criado para avaliar a resposta global.

A falta de progresso em reformas como o financiamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) e os regulamentos internacionais de saúde significam que o mundo está mais vulnerável do que nunca, disse o Painel Independente para Preparação e Resposta à Pandemia em seu relatório.

Os autores do relatório, liderados pela ex-primeira-ministra da Nova Zelândia Helen Clark e pela ex-presidente da Libéria Ellen Johnson Sirleaf, reconheceram algum progresso, mas disseram que o processo está indo muito devagar.

"Temos agora as mesmas ferramentas e o mesmo sistema que existia em dezembro de 2019 para responder a uma ameaça de pandemia. E essas ferramentas não eram boas o suficiente", disse Clark a repórteres.

"Se houver uma nova ameaça de pandemia este ano, no próximo ano, ou no ano seguinte, estaremos em grande parte no mesmo lugar... talvez pior, dado o espaço fiscal apertado de muitos, se não da maioria, dos países agora."

O relatório de quarta-feira do órgão criado pela Organização Mundial da Saúde vem antes da Assembleia Mundial da Saúde da próxima semana em Genebra, o fórum anual de tomada de decisões da OMS, que deve abordar algumas das questões levantadas.

Embora o órgão tenha saudado alguns avanços, incluindo medidas para estabelecer um fundo global de segurança sanitária separado dentro do Banco Mundial, ele também alertou que o interesse global está diminuindo e o período para estabelecer outros instrumentos, como um possível tratado de pandemia, é muito longo.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Publicidade
Publicidade