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Mudanças climáticas deixarão dezenas de milhões desabrigados no leste da África até 2050, diz Banco Mundial

27 out 2021 16h45
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As mudanças climáticas forçaram dezenas de milhões de pessoas no leste da África a abandonar suas casas nas próximas três décadas, mesmo se houver medidas para reduzir o impacto na região, afirmou o Banco Mundial nesta quarta-feira.

08/03/2017
REUTERS/Jamal Saidi
08/03/2017 REUTERS/Jamal Saidi
Foto: Reuters

Entre as pessoas afetadas, estarão agricultores atingidos pela seca em busca de novas terras aráveis ou diferentes trabalhos em áreas urbanas, e outros movidos pela necessidade de encontrar água limpa, afirmou o Banco Mundial em um relatório emitido quatro dias antes do início da cúpula do clima da ONU, COP26, em Glasgow.

As cinco nações do leste da África --Quênia, Ruanda, Tanzânia, Uganda e Burundi-- têm sofrido cada vez mais eventos de clima extremo nos últimos anos.

"Sem ações amplas e urgentes... até 38,5 milhões de pessoas podem ser deslocadas internamente, como consequência das mudanças climáticas, até 2050", disse Hafez Ghanem, vice-presidente do Banco Mundial para a região.

Medidas concretas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e financiar projetos de mudanças climáticas e adaptação podem cortar a projeção de desabrigados, mas apenas em 30%, afirmou o relatório do banco.

O banco prometeu garantir 35% do seu financiamento ao longo dos próximos cinco anos para projetos que ajudarão a enfrentar a ameaça das mudanças climáticas, disse Ghanem.

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