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Movimentação horas antes salvou vidas de ataque de mísseis do Irã no Iraque

13 jan 2020
16h56
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Quase oito horas antes do ataque de mísseis do Irã contra forças dos Estados Unidos em bases no Iraque no dia 8 de janeiro, militares norte-americanos e iraquianos na base de Ain al-Asad se apressaram a transferir pessoal e armamentos para bunkers fortificados, disseram duas autoridades iraquianas na base à Reuters.

Militares norte-americanos inspecionam estragos causados por ataque iraniano na base de Ain al-Asad 
13/01/2020
REUTERS/John Davison
Militares norte-americanos inspecionam estragos causados por ataque iraniano na base de Ain al-Asad 13/01/2020 REUTERS/John Davison
Foto: Reuters

Por volta da meia-noite, nenhum caça ou helicóptero permanecia a céu aberto, disse uma das fontes, um agente de inteligência.

    Outra fonte de inteligência do Iraque sustentou que as tropas dos EUA até pareciam saber o momento do ataque, dizendo que aparentavam estar "totalmente cientes" de que a base seria atacada "após a meia-noite".

    Quando os mísseis finalmente caíram, perto da 1h30, atingiram "bunkers vazios que haviam sido evacuados horas antes", disse a fonte de inteligência. Ninguém foi ferido ou morto.

    Tais relatos aumentam os indícios de que o ataque iraniano foi um dos segredos mais mal guardados das guerras modernas --mas as razões disso continuam misteriosas depois de dias de comunicados conflitantes de autoridades do Irã, do Iraque e dos EUA.

Depois que os mísseis caíram, vários veículos da mídia norte-americana citaram autoridades de seu país segundo as quais o ataque foi pouco mais do que um tiro de alerta, o que permitiu ao Irã satisfazer os clamores de vingança em casa --provocados pelo ataque norte-americano de 3 de janeiro que matou um general iraniano-- sem grande risco de provocar novos ataques dos EUA.

    Outros, citando fontes norte-americanas e árabes, noticiaram que o Irã alertou o Iraque antes dos ataques e que o Iraque repassou a informação aos EUA.

    Até sexta-feira, autoridades graduadas dos EUA rejeitavam a narrativa. O secretário de Estado, Mike Pompeo, disse aos repórteres naquele dia que não havia "nenhuma dúvida" de que o Irã tinha "plena intenção" de matar militares dos EUA.

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