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Morte de criança após queda de varanda é investigada na Itália

Polícia italiana apura suposto homicídio

19 set 2021 10h47
| atualizado às 12h38
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As autoridades italianas iniciaram uma investigação neste sábado (19) para apurar a morte de uma criança de três anos que caiu de uma varanda no terceiro andar de um apartamento em Nápoles.

No momento da tragédia, Carmela Gargiulo, mãe da vítima, identificada como Samuele, estava em outro cômodo da residência. No entanto, o trabalhador doméstico, Mariano Cannio, admitiu estar na sacada no momento da tragédia.

Inicialmente, a polícia suspeitava de uma queda acidental, mas após a reconstrução do incidente determinou a prisão preventiva de Cannio e começou a apurar um possível homicídio.

De acordo com o inquérito, Cannio trabalhava em várias casas da região e é descrito como uma pessoa "fechada". Ao ser interrogado, ele admitiu que estava na varanda e que chegou a pegar Samuele nos braços, mas negou que tenha jogado o menino.

O homem de 38 anos alega sofrer de transtornos mentais e forneceu sua versão dos fatos, que se foca em um acidente. Mas ele não soube explicar exatamente como a criança caiu.

Um vídeo "perturbador" que está circulando nas redes sociais, compartilhado inicialmente no TikTok, mostra a criança repetindo a frase "eu vou te jogar no chão". Uma das hipóteses é que Samuele pode ter ouvido as palavras de um adulto.

Na sequência, é possível ouvir um dialeto depreciativo, mas a gravação é interrompida de repente. Os investigadores estão examinando as imagens para estabelecer qualquer ligação com o ocorrido.

"Fala-se em problemas mentais do detido de 38 anos. Não queremos entrar no mérito do ocorrido, senão expressar grande proximidade à família. No entanto, queremos destacar o necessidade na Campânia para trabalhar no fortalecimento dos departamentos de saúde mental, uma área da medicina muitas vezes deixada de lado", lamentou o conselheiro regional, Francesco Emilio Borrelli.

Neste domingo (19), a mãe do menino fez um apelo à imprensa italiana para não publicar fotos e vídeos de seu filho. "Por favor, não publique mais fotos do meu filho, nem vídeos", disse ela.

Segundo os jornais locais, "os pais da criança estão destruídos pela dor e a mãe pede 'misericórdia'".

Ansa - Brasil   
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