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Moldávia denuncia tentativa de desestabilização

Território separatista do país foi alvo de ataques

26 abr 2022 15h19
| atualizado às 15h46
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A presidente da Moldávia, Maia Sandu, afirmou nesta terça-feira (26) que os ataques registrados no território separatista da Transnístria são uma tentativa de "desestabilizar" o país.

Local alvo de ataque em Tiraspol, na Transnístria
Local alvo de ataque em Tiraspol, na Transnístria
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A declaração chega no dia seguinte a uma série de explosões perto de um prédio do governo pró-Rússia da Transnístria. Além disso, ataques também atingiram o centro de transmissão de uma rádio de língua russa e uma unidade militar perto de Tiraspol, capital do território.

Após presidir uma reunião do Conselho de Segurança Nacional sobre a crise nesta terça, a presidente da Moldávia disse que existem "tensões entre várias forças da região" para causar uma "desestabilização" do país.

"Isso coloca a região da Transnístria em uma posição vulnerável e cria riscos para a Moldávia. Condenamos todas as provocações e as tentativas de envolver a Moldávia em ações que possam colocar a paz em perigo", acrescentou Sandu.

A escalada da tensão no país europeu chega poucos dias depois de um militar de alto escalão da Rússia ter revelado planos para conquistar todo o sul da Ucrânia e estabelecer uma ligação terrestre direta com a Transnístria.

Esse território declarou sua independência da Moldávia, uma ex-república soviética, nos anos 1990 e é protegido por um contingente de tropas russas. A soberania da Transnístria, no entanto, não é reconhecida pela comunidade internacional.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, evitou comentar a crise na região separatista da Moldávia, mas disse nesta terça que Moscou acompanha o assunto "com preocupação". Já o presidente da autoproclamada república da Transnístria, Vadim Krasnoselky, afirmou que os "rastros dos ataques" desta semana "levam à Ucrânia".

"Acredito que aqueles que fizeram esses ataques querem arrastar a Transnístria para o conflito", acrescentou.

Ansa - Brasil   
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