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Ministro italiano pede sanções contra Malta por imigrações

19 ago 2018 - 12h57
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O ministro do Transporte da Itália, Danilo Toninelli, pediu sanções contra Malta, acusando o país de não resgatar botes com migrantes no Mediterrâneo e deixar o trabalho para a Itália, na mais recente disputa entre os dois países devido ao tema.

Toninelli afirmou via Twitter que a União Europeia (UE) tinha que abrir "os seus portos para a solidariedade" e receber migrantes resgatados do mar.

O governo italiano, formado pelo anti-establishment Movimento 5 Estrelas e pela Liga, de extrema direita, havia prometido reprimir a imigração, apesar de o fluxo ser agora menor do que no passado.

A Itália teve mais de 650 mil chegadas no seu litoral desde 2014.

Na quarta-feira, Malta não auxiliou um bote com 190 migrantes que cruzava águas internacionais, alegando que ele não passava por dificuldades. Quando bote se aproximou da ilha italiana de Lampedusa, a embarcação Diciotti da guarda costeira italiana fez o resgate.

O Diciotti está no mar, no litoral de Lampedusa, há quatro dias, enquanto os países discutem sobre onde ele deve atracar.

"Eles estão agora numa embarcação militar, o que significa praticamente em solo italiano. Eu espero que a Itália peça ajuda a outros países da União Europeia. Isso cabe a eles. Malta segue a lei internacional", disse o primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, no domingo, em entrevista a uma rádio.

Ele não comentou sobre o pedido de sanções feito por Toninelli.

A briga é a mais recente disputa que ilustra como se mantém polêmico o tema de quem lida com os imigrantes que chegam pelo mar, apesar do acordo firmado pelos líderes da UE em junho.

Na última semana, Malta resgatou dois botes que enfrentavam dificuldades nas suas águas. Um deles, na segunda-feira, transportava 114 pessoas, e outro, no sábado, 60 migrantes.

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