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Ministro italiano da Saúde defende reforma para reforçar OMS

Aumento de transparência deve fortalecer órgão, diz Speranza

20 nov 2020
15h43
atualizado às 16h58
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O ministro da Saúde da Itália, Roberto Speranza, defendeu nesta sexta-feira (20) o papel da Organização Mundial da Saúde (OMS) e destacou que uma reforma no órgão deve ser feita para fortalecê-lo ainda mais.

Ministro italiano defendeu uma reforma na OMS, mas com o objetivo de reforçar o papel do órgão no mundo
Ministro italiano defendeu uma reforma na OMS, mas com o objetivo de reforçar o papel do órgão no mundo
Foto: EPA / Ansa - Brasil

"Com os outros ministros europeus, nós propomos a necessidade de reforçar a OMS, o órgão multilateral que cuida da saúde e que, como tal, deve ser reforçado também em uma lógica de reforma que busque aumentar a transparência", destacou o italiano durante o webinar "A União Europeia no desafio da Covid-19".

Segundo o ministro, todos têm a necessidade de "uma OMS mais forte, e a linha europeia vai nessa direção" porque "os problemas de saúde não são resolvidos apenas em um país sozinho".

A reforma do órgão ganhou força neste ano com a pandemia do novo coronavírus e, principalmente, por conta das críticas unilaterais dos Estados Unidos a uma suposta "proteção" à China e a "demora" na divulgação de informações no início da pandemia de Covid-19. Uma investigação está sendo feita sobre o último tema de maneira independente.

Por conta disso, o atual presidente Donald Trump informou que estava retirando os norte-americanos da OMS. Porém, o mandatário eleito, Joe Biden, já informou que recolocará o país no órgão em janeiro de 2021.

Durante sua fala, Speranza ainda destacou que, com a aceleração do desenvolvimento das vacinas, é "possível ver uma luz no fim do túnel" da crise sanitária.

"Nós temos agências institucionais, seja no plano europeu ou nacional, que deverão seguir com a máxima cautela os procedimentos de validação das vacinas e tratamentos, mas os dados que vemos nos dão esperanças", reforçou.

O ministro ainda confirmou que o governo espera receber as primeiras doses das vacinas já "nos primeiros meses de 2021" e que a distribuição terá, "como primeiros beneficiários, as equipes sanitárias e depois os operadores dos hospitais e os asilos". .
   

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