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Ministro alemão sofre pressão para renunciar após suicídio de afegão deportado

11 jul 2018
16h10
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O ministro do Interior da Alemanha passou a sofrer pressão para renunciar nesta quarta-feira, uma reação a relatos de que um dos 69 afegãos que foram deportados na semana passada devido a uma abordagem mais rígida com a imigração se suicidou depois de chegar em casa.

Ministro do Interior da Alemanha, Horst Seehofer, faz pronunciamento em Innsbruck, na Áustria
11/07/2018 REUTERS/Lisi Niesner
Ministro do Interior da Alemanha, Horst Seehofer, faz pronunciamento em Innsbruck, na Áustria 11/07/2018 REUTERS/Lisi Niesner
Foto: Reuters

Ele foi enviado de volta no momento em que o ministro Horst Seehofer contesta a chanceler alemã, Angela Merkel, dentro de sua coalizão governista para pressionar pela adoção de restrições mais duras aos imigrantes.

O "Plano-Mestre para a Imigração" de Seehofer, que ele lançou na terça-feira e que endureceria os controles de fronteira e de imigração, se choca com a política de portas abertas que Merkel anunciou no auge da crise de refugiados de 2015.

Depois que Seehofer reclamou o mérito por um aumento no ritmo de deportações de postulantes a asilo rejeitados, comemorando o fato de 69 afegãos terem partido em seu 69º aniversário, uma autoridade do Ministério do Interior comunicou o suicídio de um deles.

"Recebemos confirmação das autoridades afegãs nesta manhã de que um dos passageiros do voo de repatriação foi encontrado morto em uma acomodação em Cabul", disse o funcionário aos jornalistas.

"De acordo com as autoridades afegãs, foi um suicídio", acrescentou.

Não houve nenhum comentário imediato de Seehofer, que vem tendo atritos com Merkel e seus parceiros de coalizão do Partido Social-Democrata (SPD) em razão de seu empenho em dar mais projeção à sua União Social-Cristã (CSU) e evitar o risco representado por rivais de extrema-direita em uma eleição regional.

Mas Gyde Jensen, parlamentar do partido liberal Democratas Livres e chefe do comitê de direitos humanos da legislatura, exigiu a saída de Seehofer.

"Qualquer um que comemore 69 deportações em seu 69º aniversário está no emprego errado", disse ela em um comunicado. "Quantos descarrilamentos mais a coalizão precisa para demitir o ministro do Interior... o limite foi alcançado".

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