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Minha cidade é a Berlim da nova Guerra Fria, diz ativista de Hong Kong

9 set 2019
20h29
atualizado às 20h35
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Comparando os desafios dos manifestantes pró-democracia de Kong Hong com o papel de Berlim durante a Guerra Fria, o ativista Joshua Wong disse, na capital alemã, que a sua cidade agora é um bastião entre o mundo livre e a "ditadura da China".

Ativista de Hong Kong Joshua Wong participa de evento em Berlim
09/09/2019
REUTERS/Hannibal Hanschke
Ativista de Hong Kong Joshua Wong participa de evento em Berlim 09/09/2019 REUTERS/Hannibal Hanschke
Foto: Reuters

O ativista de 22 anos, que participa de um evento que celebrou aqueles que lutam por direitos humanos ao redor do mundo, prometeu que os manifestantes não seriam desencorajados pela decisão do governo municipal de derrubar a contestada nova lei de extradição.

"Se estamos em uma nova Guerra Fria, Hong Kong é a nova Berlim", disse, muito próximo ao Muro de Berlim, no terraço do prédio Reichstag, que por décadas ocupou a terra de ninguém entre a comunista Berlim Oriental e a parte ocidental e capitalista da cidade.

Hong Kong está em convulsão há meses, desde que o governo anunciou tentativas de facilitar a extradição de suspeitos para a China, uma medida vista como o prelúdio para deixar a região autônoma e plural mais em linha com o continente.

Wong, líder do movimento pró-democracia Demosisto, tornou-se um rosto proeminente para os manifestantes.

"Pedimos que o mundo livre se junte a nós na resistência ao regime autocrático chinês", acrescentou, descrevendo o líder chinês Xi Jinping, como "não um presidente, mas um imperador".

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