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Militar italiano ferido em explosão de Beirute fala em sorte

Roberto Caldarulo classificou incidente de 'indescritível'

6 ago 2020
09h10
atualizado às 09h16
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O chefe-maior corporativo do Exército Italiano, Roberto Caldarulo, se disse "sortudo" ao ter sobrevivido às explosões na área portuária de Beirute, no Líbano, ocorridas na última terça-feira (04).

Militar italiano ficou ferido após explosões no Líbano
Militar italiano ficou ferido após explosões no Líbano
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Lembro de um estrondo fortíssimo, indescritível. Os fatos ocorriam sucessivamente e muito rapidamente. Logo após a explosão, houve um momento de perplexidade e fizemos um controle entre nós para ver se alguém estava pior que os outros e nos acalmamos. Eu nem percebi que tinha me cortado. Tinha um pouco de sangue nas mãos, mas nada muito grande. Não foi uma boa experiência, mas nós fomos sortudos. Infelizmente, outras pessoas não foram", disse o líder dos militares italianos no país.

Assim como ocorre com outras nações, os italianos fazem parte da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil), que ajuda no processo de pacificação do país desde os anos 2000. Conforme dados do governo, apenas dois militares italianos - um deles, Caldarulo - ficaram feridos sem gravidade.

"Os socorros foram quase imediatos mesmo que as estradas não estivessem muito praticáveis. A coisa bonita foi ver a coluna do contingente italiano da Unifil vindo nos buscar. Foi belíssimo. Uma viagem um pouco longa, chegamos na base já ao amanhecer", disse ainda.

Caldarulo ainda ressaltou que os militares estavam tendo "um dia normal" no âmbito das atividades da Unidade Conjunta de Operações Multimodais (JMUT, na sigla em inglês). Eles atuam na entrada e saída de equipamentos e transportes para locais de operações da Unifil e estavam em um "dia de máxima serenidade".

Até o momento, o governo do Líbano confirma quase 140 mortos e mais de cinco mil feridos nas explosões que atingiram o porto da capital libanesa. Ainda há cerca de 300 mil desabrigados e os danos financeiros estão estimados em US$ 3 bilhões (cerca de R$ 15,8 bilhões). .
   

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