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Milhares se reúnem em Roma em manifestação contra fascismo

Ato foi convocado após ataque a sede de sindicato no dia 9

16 out 2021 09h40
| atualizado às 09h52
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Milhares de pessoas se reúnem neste sábado (16) para um cortejo e uma manifestação em Roma contra o fascismo e contra a violência ocorrida contra instituições democráticas no dia 9 na capital italiana.

Cerca de 10 mil pessoas se juntam ao cortejo e cerca de 50 mil são esperadas no evento final, na praça San Giovanni, no fim da tarde.

O ato foi convocado pela Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL), maior sindicato do país e que teve sua sede invadida por membros do grupo neofascista Força Nova, com o apoio de outros grandes sindicatos, como a Confederação Italiana dos Sindicatos dos Trabalhadores (CISL) e a União Italiana do Trabalho (UIL).

Além das instituições que representam os trabalhadores, a manifestação conta com o apoio das siglas de esquerda e centro-esquerda, como o Partido Democrático (PD). Mas, há também o líder do partido populista, o ex-premiê Giuseppe Conte, que preside o Movimento 5 Estrelas (M5S), e da Igreja Católica, como o padre Luigi Ciotti, conhecido por lutar contra a máfia italiana.

O secretário-geral da CGIL, Maurizio Landini, abriu a manifestação afirmando que a Itália "nunca mais vai aceitar o fascismo".

"O ataque ao sindicato, à CGIL, é um ataque à dignidade de todo o país. Estamos aqui para defender e estender a democracia no nosso país e na Europa. Essa não é uma manifestação de uma parte, é uma manifestação que defende a democracia para todos", afirmou aos presentes.

Dom Ciotti também falou aos participantes e disse que "as discussões são o sal da democracia e a violência é a sua negação".

"A violência dos fascismos, dos racismos e das soberanias nasce do veneno de uma sociedade desregrada e de uma democracia pálida onde muitos direitos são palavras ditas ou escritas em uma Constituição, mas não se traduzem de maneira concreta. Depois, há também a violência das máfias que se alimentam dos vazios da democracia, da coesão e da injustiça social e ambiental", acrescentou. .
   

Ansa - Brasil   
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