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México emite mandados de prisão pelo desaparecimento de 43 estudantes em 2014

26 set 2020 - 15h28
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Autoridades no México emitiram neste sábado dezenas de mandados de prisão para policiais e soldados que acredita-se que possam ter participado no desaparecimento em 2014 de 43 estudantes universitários mexicanos, disse o chefe da investigação.

O responsável pela procuradoria especial que cuida do caso, Osmar Gomez, disse em coletiva de imprensa na Cidade do México que os pedidos miram os "autores materiais e intelectuais" do crime, incluindo militares e membros da polícia federal e municipal.

O Exército mexicano não respondeu de imediato a pedidos de comentário.

Este sábado marca a primeira vez em que autoridades mexicanas anunciaram ordens de prisão para militares. A Reuters publicou nesta semana que os pedidos de prisão eram iminentes.

Os estudantes da universidade rural de Ayotzinapa desapareceram em 26 de setembro de 2014, no Estado de Guerrero. Até o momento, só foram identificados os restos mortais de dois dos estudantes.

O desaparecimento até hoje não solucionado dos jovens gerou revolta no país e levou a grandes protestos em 2014, atraindo condenação internacional como um dos maiores exemplos das dificuldades das autoridades mexicanas para prevenir violência ou punir os responsáveis.

Membros das famílias das vítimas têm há tempos acusado autoridades do país, incluindo militares, de cumplicidade no desaparecimento dos estudantes.

"Os militares participaram", disse a mãe de um dos estudantes desaparecidos, Maria Martinez Zeferino, em coletiva de imprensa neste sábado no Palácio Nacional, na Cidade do México.

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