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Merkel ataca populistas que dizem que coronavírus é inofensivo

29 out 2020 - 11h27
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Populistas que sustentam que o coronavírus é inofensivo são perigosos e irresponsáveis, disse a chanceler alemã, Angela Merkel, nesta quinta-feira, defendendo um lockdown nacional para frear a disseminação do vírus.

Chanceler alemã, Angela Merkel, participa de sessão na câmara baixa do Parlamento da Alemanha
29/10/2020
REUTERS/Fabrizio Bensch
Chanceler alemã, Angela Merkel, participa de sessão na câmara baixa do Parlamento da Alemanha 29/10/2020 REUTERS/Fabrizio Bensch
Foto: Reuters

"Estamos em uma situação dramática no início da estação fria. Isso nos afeta a todos, sem exceção", disse Merkel à câmara baixa do Parlamento, acrescentando que as novas restrições para reduzir os contatos sociais são "necessárias e proporcionais".

A menos de um ano de uma eleição, Merkel está determinada a garantir a coesão dos alemães, apesar do risco de um novo dano na maior economia da Europa. Ela disse que os populistas que questionam a seriedade da crise estão colocando vidas em risco.

"Mentiras e desinformação, teorias conspiratórias e ódio prejudicam não somente o debate democrático, mas também a luta contra o vírus", disse ela ao Parlamento em um discurso durante o qual foi importunada por parlamentares de extrema-direita do partido Alternativa para a Alemanha (AfD).

As críticas às restrições mais recentes vieram dos setores que serão mais afetados, como gastronomia.

Em um nível mais fundamental, muitos parlamentares do AfD estão revoltados com o que veem como uma diminuição histórica da liberdade.

Temerosa de que os hospitais fiquem sobrecarregados, Merkel anunciou na quarta-feira um lockdown de um mês, que entra em vigor em 2 de novembro, que incluirá o fechamento de restaurantes, academias de ginástica e teatros.

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