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Médico alerta para falta de hidroxicloroquina na Itália

Remédio é usado de maneira experimental contra a Covid-19

31 mar 2020
11h45 atualizado às 12h02
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11h45 atualizado às 12h02
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Usada de maneira experimental para combater os sintomas provocados pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), a substância hidroxicloroquina começa a faltar em diversas farmácias italianas, informa o médico Alessandro Capucci, da Universidade Politécnica de Marcas.

Médico italiano informou que farmácias já estão registrando falta da hidroxicloroquina
Médico italiano informou que farmácias já estão registrando falta da hidroxicloroquina
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Concentrou-se o uso do remédio nos hospitais e está difícil encontrá-lo nas farmácias. O problema já foi sentido em Bolonha, Piacenza e Ancona, mas provavelmente é muito mais amplo", disse Capucci em entrevista à ANSA.

A substância, aliada ao antibiótico azitromicina, está tendo bons resultados contra as inflamações causadas pela Covid-19. A dupla de remédios começou a ser usada na França, mais especificamente no hospital de Marselha, e está sendo estudada em vários países do mundo.

De acordo com Capucci, receitar esses dois medicamentos para alguns tipos de pacientes terminarem o tratamento em casa "poderia ajudar a reduzir a ida às estruturas de pronto socorro". Em termos médicos, o especialista afirma que o vírus causa "inflamações importantes que no início o organismo consegue combater, mas depois sobrecarrega os pulmões e o miocárdio, provocando mortes súbitas em casa". Por isso defende que, depois de consultar o paciente, o médico passe o tratamento para ser finalizado na residência.

Atualmente, na Itália, o uso da hidroxicloroquina contra a Covid- 19 está previsto em um documento da Sociedade Italiana de Doenças Infecciosas e Tropicais (Simit) e, no dia 17 de março, a Agência Italiana de Remédios (Aifa), reembolsa totalmente o uso da substância por parte do Serviço Sanitário Nacional para os doentes que estão sendo tratados em regime domiciliar.

No entanto, não é indicada a automedicação, pois a hidroxicloroquina tem efeitos colaterais bastante graves, como arritmias cardíacas. No caso de pacientes acima de 65 anos com comorbidades, a Simit informa que o medicamento causa o agravamento dos efeitos colaterais.

Ansa - Brasil   
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