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Mario Draghi jura como novo primeiro-ministro da Itália

Ex-presidente do BCE chefiará governo com gabinete misto

13 fev 2021 08h23
| atualizado às 08h29
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O ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE) Mario Draghi prestou juramento neste sábado (13) e tornou-se o novo premiê da Itália, colocando fim a uma crise política iniciada há exatamente um mês.

Draghi tornou-se o novo premiê da Itália neste sábado
Draghi tornou-se o novo premiê da Itália neste sábado
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Além de Draghi, todos os 23 ministros também estão fazendo o ato solene. "Juro ser fiel à República e a observar lealmente a Constituição e as leis e exercitar as minhas funções no interesse exclusivo da nação", diz o texto.

O economista terá uma dura missão pela frente para gerir com a crise sanitária e econômica provocada pela pandemia de Covid-19, com a aprovação do chamado Plano de Recuperação pós-pandemia e com as possíveis desavenças dentro do seu próprio governo, já que rivais históricos formam a base aliada.

A equipe de ministros escolhida por Draghi tem representantes dos partidos de base dos dois governos antecessores, liderados por Giuseppe Conte desde 2018.

O populista Movimento Cinco Estrelas (M5S), a sigla de centro-esquerda Partido Democrático (PD), o conservador Força Itália (FI), de Silvio Berlusconi, o de extrema-direita Liga, de Matteo Salvini, e o centrista Itália Viva (IV), do ex-premiê Matteo Renzi - que foi o responsável por romper com Conte em 13 de janeiro. Além disso, pequenas siglas de esquerda e de direita também apoiam o novo primeiro-ministro.

"Hoje é um dia belíssimo para todas e todos os italianos. O governo Draghi nos entrega uma imagem da Itália que volta a ser protagonista em todas as discussões internacionais. Voltou a confiança, sobretudo, dos mercados, mas em breve também voltar para as pequenas e médias empresas", disse Renzi em sua newsletter publicada neste sábado.

Considerado "o homem que salvou o euro", Draghi tem 73 anos e tem diplomas de economia de graduação pela Universidade Sapienza de Roma e doutorado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA). Já foi professor e atuou por 10 anos como diretor-geral do antigo Ministério do Tesouro da Itália, coordenando a privatização de diversas estatais.

Em 2002, atuou como vice-presidente do banco Goldman Sachs e, três anos depois, assumiu a presidência do BCE, cargo que ocupou até 2011. Durante esse período, o mundo havia se deparado com uma gravíssima crise econômica internacional em 2008 e Draghi foi o responsável pela difícil liderança do órgão na União Europeia.

Europeísta convicto, o economista já se definiu como um "liberal-socialista" e deve ajudar a retomada econômica da Itália durante a crise sanitária e depois. No entanto, ainda não se sabe se manterá a linha do governo anterior no combate à pandemia.
    Esse é o 67º governo em quase 75 anos de República na Itália e o terceiro na atual legislatura, iniciada em 2018. .
   

Ansa - Brasil   
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