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Manifestantes vão às ruas pelo 2º dia seguido no Iêmen

13 fev 2011
08h01
atualizado às 14h26

Milhares de manifestantes de oposição no Iêmen protestam neste domingo pelo segundo dia consecutivo contra o regime político de Ali Abdala Saleh na Universidade de Sana, motivados pelo recente triunfo da revolução no Egito. Manifestantes contrários ao governo entraram em confronto com a polícia, que tentou impedi-los de marchar em direção ao palácio presidencial em Sanaa, disseram testemunhas.

Jovens protestam pelo segundo dia no Iêmen
Jovens protestam pelo segundo dia no Iêmen
Foto: AFP

Os confrontos aconteceram enquanto o presidente Ali Abdullah Saleh e o principal grupo de oposição se preparavam para as negociações, as quais o governo espera que ajudem a evitar uma manifestação ao estilo egípcio no Estado da Península Arábica, um vital aliado dos Estados Unidos. "O povo iemenita quer a queda do regime", gritavam os manifestantes durante a concentração de aproximadamente mil pessoas, antes de que dezenas se separassem para ir ao palácio. "Uma revolução iemenita após a revolução egípcia", disseram.

Os protestos esporádicos ganharam força no Iêmen. Mais cedo neste mês, dezenas de milhares de pessoas participaram do denominado "Dia da Ira", organizado pela oposição para pedir uma mudança de governo e inspirado nos protestos populares da Tunísia e do Egito. Da mesma forma que no protesto de sábado e em dias anteriores, os manifestantes opositores pedem a renúncia do presidente Saleh e reformas políticas no país. "Ali, vá embora!", gritavam os oposicionistas. "Nossa reivindicação é clara: queremos mudanças".

No sábado, simpatizantes do presidente iemenita dissolveram com armas brancas um protesto da oposição no centro de Sana. A investida dos seguidores do líder ocorreu quando cerca de 2 mil manifestantes da oposição iemenita, que tinham iniciado uma passeata na Universidade de Sana, se aproximaram da praça Tahrir (Libertação). Ali havia aproximadamente 5 mil simpatizantes do regime de Saleh realizando uma manifestação de apoio ao líder.

Esses protestos no Iêmen ocorrem no calor das revoltas populares que nas últimas semanas derrubaram os regimes políticos de Zine el-Abidine Ben Ali, na Tunísia, e de Hosni Mubarak, no Egito. O Iêmen é uma das nações do Oriente Médio que mais riscos corre em caso de grave desestabilização política. O regime de Saleh está exposto às contínuas ações da rede terrorista Al Qaeda, que tem bases neste país, em busca da separação do território meridional e de uma rebelião xiita no norte.

No último dia 2, a pressão dos grupos de oposição forçou Saleh a desistir de reformas constitucionais que buscava realizar para poder se manter no poder. Presidente do Iêmen desde a unificação entre o norte e o sul, em 1990, Saleh foi reeleito em 1999 e 2006. A atual Constituição, aprovada em 1991, não permite ao presidente buscar uma nova reeleição no pleito de 2013.

Com informações de agências internacionais.

Fonte: Terra
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