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Londres reabrirá casos de russos mortos no Reino Unido

Governo pretende investigar possível ligação com Moscou

13 mar 2018
13h06
atualizado às 13h48
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A polícia britânica e o serviço secreto do MI5 irão reabrir as investigações sobre a morte de 14 cidadãos russos no Reino Unido nos últimos anos, informou a secretária do Interior, Amber Rudd.

Entre os casos que serão reabertos, estão o do oligarca Boris Berezovsky, morto na Inglaterra após protagonizar desavenças com o presidente russo, Vladimir Putin. Há dias, Rudd vinha negando a possibilidade de reabrir os casos.

Mas, como o governo da premier Theresa May deu um ultimato para Putin prestar esclarecimentos ainda hoje e a tensão aumentou, Londres resolver analisar os episódios passados.

A decisão vem em meio a uma troca de acusações entre Londres e Moscou sobre um ataque com uma substância química nervosa contra um ex-espião russo, Serghei Skripal, em Salisbury, na semana passada.

O ex-agente foi atacado com sua filha e está em estado grave. Um outro policial também fora atingido. O Reino Unido suspeita que o governo russo esteja por trás da ação, enquanto Moscou nega qualquer envolvimento. Hoje, mais cedo, o governo russo convocou o embaixador britânico para explicações, em um sinal de reprovação diplomática.

De acordo com Moscou, o próprio serviço secreto britânico teria tentado eliminar o ex-espião. Já Londres acusa Putin de ordenar o ataque e ameaça adotar medidas contra Moscou, até em um boicote à Copa do Mundo.

"O Parlamento britânico deveria estudar o caso e questionar Theresa May sobre a situação. É evidente que estão envolvidos os serviços secretos e as autoridades britânicas", disse o presidente da Duma, Vyacheslav Volodin.

"A Rússia, além de não ter relação, não tem o mínimo de interesse nisso", completou.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que conversará com May ainda hoje sobre o caso. "Para mim, parece que tenha sido a Rússia, com base em todos os indícios", comentou o republicano.

Ansa - Brasil   

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