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Líderes mundiais prometem resposta a ataque na Síria

Macron quer atingir a "capacidade química" do regime Assad

10 abr 2018
18h44
atualizado às 18h53
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Quatro dos principais líderes mundiais prometeram "respostas" ao suposto ataque químico na Síria, que matou entre 70 e 100 pessoas no último sábado (7).

Líderes mundiais prometem resposta a ataque na Síria
Líderes mundiais prometem resposta a ataque na Síria
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Não podemos deixar que uma atrocidade como a que o ocorreu na Síria se repita", declarou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "Responderemos com força", garantiu.

Na última segunda-feira (9), o líder norte-americano disse que tomaria decisões "importantes" em um prazo de até 48 horas sobre o suposto ataque químico, realizado em Duma, na região de Ghouta Oriental, às portas de Damasco.

Em um telefonema, Trump e a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, "condenaram o feroz desprezo do presidente Bashar al Assad pela vida humana" e "concordaram em não consentir que o uso de armas químicas continue no país".

Já o presidente da França, Emmanuel Macron, falou que decidiria suas próximas ações em acordo com Reino Unido e EUA.

Macron também alertou para a "capacidade química" do país árabe, durante um encontro com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, defensor da queda de Assad.

"Anunciaremos as nossas decisões nos próximos dias. Em nenhum caso as decisões que tomaremos terão tendência a atacar aliados do regime ou atacar quem quer que seja, mas irão mirar na capacidade química do regime", declarou.

Por sua vez, o príncipe herdeiro disse que a Arábia Saudita está aberta a participar de eventuais ataques contra o regime de Damasco. "Se a aliança com nossos parceiros exigir, estaremos presentes", indicou.

O ataque ocorreu em um foco de resistência rebelde em Ghouta Oriental, e as milícias que atuam na região, como a radical Jaysh al Islam, apoiada por Riad, responsabilizam Assad, mas a Síria e sua principal aliada, a Rússia, negam que armas químicas tenham sido usadas.

Ansa - Brasil   
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