Líderes da UE pedem que Turquia respeite os direitos humanos

Von der Leyen e Michel se reuniram com presidente Erdogan

6 abr 2021
17h20 atualizado às 18h08
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17h20 atualizado às 18h08
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Os presidentes da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do Conselho Europeia, Charles Michel, voltaram a pedir que o governo da Turquia "respeite os direitos humanos" das minorias e dos opositores nesta terça-feira (6). A fala foi dada durante uma coletiva de imprensa em Ancara após uma reunião com o mandatário do país, Recep Tayyip Erdogan.

Líderes europeus se reuniram com presidente da Turquia
Líderes europeus se reuniram com presidente da Turquia
Foto: EPA / Ansa - Brasil

"Nós destacamos que o respeito aos direitos fundamentais é crucial para a Europa. A Turquia deve respeitar os direitos humanos e estou muito preocupada com a retirada dos turcos da Convenção de Istambul [sobre a proteção aos direitos das mulheres], o que é claramente um sinal errado", disse Von der Leyen.

A chefe do órgão executivo do bloco europeu ainda acrescentou que "os direitos humanos são inegociáveis e têm prioridade absoluta em qualquer questão".

A mesma linha do discurso foi adotada por Michel, que disse que a conversa com Erdogan "foi franca sobre o futuro das relações entre Turquia e União Europeia". O presidente do Conselho Europeu ainda acrescentou que haverá um "compromisso progressivo e proporcional" com Ancara como uma espécie de "janela de oportunidade em vista do Conselho Europeu de junho".

Além da questão dos direitos humanos, Michel lembrou que há uma expectativa de que a crise do Mediterrâneo entre turcos e gregos "tenha a retomada das conversas".

A relação dos europeus e Erdogan vem se deteriorando ano após ano, com problemas desde questões civis até assuntos de Estado, como no caso da exploração do petróleo e gás natural em território da Grécia e do Chipre.

O único ponto de convergência, porém, foi o entendimento para manter em funcionamento o acordo sobre os migrantes que está em vigor desde 2016 e fez com que o fluxo de estrangeiros para os países do bloco diminuísse. .
   

Ansa - Brasil   
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