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Líder de Mianmar Suu Kyi defende condenação de repórteres da Reuters

13 set 2018
08h58
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A líder do governo de Mianmar, Aung San Suu Kyi, disse nesta quinta-feira que os dois repórteres da Reuters presos no país podem recorrer da condenação de 7 anos de prisão, e que o julgamento deles não teve qualquer relação com a liberdade de expressão.

Líder do governo de Mianmar, Aung San Suu Kyi, no Fórum Econômico Mundial da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), em Hanói 13/09/2018 REUTERS/Kham
Líder do governo de Mianmar, Aung San Suu Kyi, no Fórum Econômico Mundial da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), em Hanói 13/09/2018 REUTERS/Kham
Foto: Reuters

Questionada sobre como se sentia prendendo jornalistas como uma líder democrática, Suu Kyi disse: "Eles não foram presos porque são jornalistas, eles foram presos porque... o tribunal decidiu que eles violaram a Lei de Segredos Oficiais".

Suu Kyi se pronunciou durante o Fórum Econômico Mundial da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) em Hanói, no Vietnã, respondendo a uma pergunta do mediador que questionou se ela se sentia confortável com a prisão dos repórteres.

Os jornalistas Wa Lone, de 32 anos, e Kyaw Soe Oo, de 28 anos, foram considerados culpados de violar uma lei sobre segredos oficiais e condenados no início deste mês, em um caso marcante visto como um teste para o progresso democrático em Mianmar.

Sua prisão desencadeou grande indignação internacional, incluindo um pedido do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, por sua libertação.

"Me pergunto se muitas pessoas realmente leram o resumo do julgamento, que não teve nenhuma relação com liberdade de expressão, teve relação com a Lei de Segredos Oficiais", disse Suu Kyi.

"Se acreditamos no Estado de Direito, eles têm todo o direito de recorrer do julgamento e de apontar porque o julgamento foi errado", acrescentou.

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