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Líder de Belarus diz que sairá quando uma nova Constituição for adotada

27 nov 2020
20h03
atualizado às 20h18
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O líder de Belarus, Alexander Lukashenko, disse nesta sexta-feira que deixará o posto assim que uma nova Constituição for adotada e propôs reduzir os poderes presidenciais como parte das reformas, sem estabelecer, no entanto, um cronograma para tais medidas.

Alexander Lukashenko, líder de Belarus 
09/08/2020
Sergei Gapon/Pool via REUTERS
Alexander Lukashenko, líder de Belarus 09/08/2020 Sergei Gapon/Pool via REUTERS
Foto: Reuters

Lukashenko, que enfrenta protestos em massa por sua renúncia desde a eleição presidencial de 9 de agosto, fez o comentário um dia após conselho do ministro russo das Relações Exteriores que siga com as reformas constitucionais para desarmar a crise.

"Não trabalharei como presidente com vocês sob uma nova Constituição", disse Lukashenko, segundo a agência de notícias Belta.

Ele disse que a Constituição atual precisa ser reformulada porque há muito poder concentrado nas mãos do presidente e que haveria "problema" se ele entregasse as rédeas agora.

A fala do líder ocorreu em um hospital para pessoas acometidas pelo coronavírus, onde conversou com pacientes usando uma máscara branca e traje anticontaminação, mas sem luvas.

Aliada crucial, a Rússia apoiou publicamente a intenção declarada de Lukashenko de reformar a Constituição, mas nenhuma proposta se materializou, e o impasse político entre o líder e seus oponentes se arrasta.

Manifestantes minimizaram as promessas de reforma por vê-las como uma tática de procrastinação.

O chanceler russo, Sergei Lavrov, aconselhou Lukashenko na quinta-feira a honrar a promessa de realizar reformas, assim como outros acordos não especificados com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em uma cúpula em setembro.

As ações de Lukashenko têm sido observadas atentamente em busca de pistas do que Moscou, cujo apoio político é vital para se manter no poder, o induz a fazer.

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