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Líbano tomará "medidas" contra agência de refugiados da ONU, diz ministro

7 jun 2018
17h55
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O ministro das relações exteriores libanês, Gebran Bassil, disse nesta quinta-feira que o Líbano tomaria medidas contra a agência de refugiados da Organização das Nações Unidas (Acnur) a partir de sexta-feira, sem especificar quais seriam essas medidas.

Ministro das Relações Exteriores do Líbano, Gebran Bassil, durante entrevista coletiva em Beirute
04/06/2018 REUTERS/Mohamed Azakir
Ministro das Relações Exteriores do Líbano, Gebran Bassil, durante entrevista coletiva em Beirute 04/06/2018 REUTERS/Mohamed Azakir
Foto: Reuters

Bassil acusou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, que disse repetidas vezes que a situação na Síria é muito insegura para retornos, de intimidar refugiados que querem voluntariamente voltar para o país de origem a não o fazerem.

Ao passo as forças sírias e seus aliados retomam mais territórios, o presidente do Líbano e outros políticos estão pedindo que os refugiados retornem para "áreas seguras" antes de um acordo ser alcançado para acabar com a guerra. A visão internacional é de que não seria seguro para eles retornarem.

O Líbano abriga 1 milhão de refugiados sírios registrados, de acordo com a ONU, ou quase um quarto da população, que está fugindo da guerra desde 2011. O governo coloca esse número em 1,5 milhão e diz que a sua presença prejudicou os serviços públicos e suprimiu o crescimento econômico.

"Nossos procedimentos contra a Acnur começam amanhã e irão escalar a extensão máxima que a soberania libanesa pode alcançar para uma organização que age contra a política (do Líbano) de prevenir a naturalização e devolver os deslocados para sua terra natal", disse Bassil em discurso publicado em sua página no Twitter.

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