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L'Aquila pede para governo declarar emergência por incêndio

Chamas estão atingindo a região italiana há quatro dias

2 ago 2020
14h52
atualizado às 15h04
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A cidade de L'Aquila pediu para o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, declarar estado de emergência no território devido ao incêndio de grande proporção que atinge a área, há quatro dias.

Chamas estão atingindo a região italiana há quatro dias
Chamas estão atingindo a região italiana há quatro dias
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O pedido foi definido pelo conselho do município neste domingo (2) e encaminhado ao governo da região de Abruzzo, a fim de apoiar a solicitação junto à Roma. A resolução aprovada faz parte do decreto sobre a "extensão dos fenômenos e da extrema gravidade dos danos".

Nos últimos dias, as chamas atingiram principalmente os bairros de Cansatessa, Arischia e Pizzoli e mobilizaram três helicópteros e centenas de bombeiros e voluntários da Proteção Civil.

"Os incêndios afetaram até agora cerca de 700 hectares de áreas arborizadas localizadas acima dos distritos densamente povoados de Cansatessa e Pettino, com um número de residentes superior a 10 mil, e a área habitada de Arischia, onde vivem 1,8 mil pessoas", explicou o prefeito Pierluigi Biondi.

Segundo ele, os danos significativos ao patrimônio florestal estão parcialmente dentro do perímetro do Parque Nacional Gran Sasso e Monti della Laga.

"A declaração do estado de emergência é necessária tanto para a aplicação dos procedimentos úteis para aumentar a ação visando uma contenção ainda mais eficaz dos incêndios, como para uma cobertura adequada das despesas", acrescentou.

Biondi afirmou que "no pós-incêndio os bombeiros terão que realizar uma pesquisa oportuna na área afetada com drones, além de fazer operações de correção".

Para a Confederação Nacional dos Cultivadores Diretos (Coldiretti), "levará 15 anos para restaurar as florestas reduzidas a cinzas pelo fogo, com danos ao meio ambiente, economia, trabalho e turismo".

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Ansa - Brasil   
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