PUBLICIDADE

Itália terá eleições municipais em outubro

Mais de 1,1 mil cidades irão às urnas, incluindo a capital Roma

4 ago 2021 09h37
| atualizado às 09h58
ver comentários
Publicidade

A Itália terá eleições municipais em mais de 1,1 mil cidades, incluindo a capital Roma, nos próximos dias 3 e 4 de outubro, com possibilidade de segundo turno nas votações para prefeito em 17 e 18 do mesmo mês.

Michetti, Gualtieri, Raggi e Calenda durante debate de candidatos a prefeito de Roma
Michetti, Gualtieri, Raggi e Calenda durante debate de candidatos a prefeito de Roma
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Inicialmente, as eleições estavam previstas para o primeiro semestre de 2021, mas acabaram adiadas devido à pandemia do novo coronavírus.

Mesmo com a melhora da situação epidemiológica no país, o Ministério do Interior decidiu dividir a votação em dois dias para evitar aglomerações e estimular a participação do eleitorado.

Até o momento, as datas dizem respeito apenas às regiões de estatuto ordinário, ou seja, excluem Friuli Veneza Giulia, Sardenha, Sicília, Vale de Aosta e Trentino-Alto Ádige, que têm condições especiais de autonomia, mas ainda devem marcar suas eleições para os mesmos dias.

Pelo menos 1.162 das cerca de 8 mil cidades italianas irão às urnas, incluindo cinco capitais regionais (Bolonha, Milão, Nápoles, Roma e Turim) e 18 capitais de província, totalizando mais de 12 milhões de eleitores.

O principal prêmio do pleito de outubro será a capital Roma, comandada desde 2016 pela prefeita Virginia Raggi, do antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S) e primeira mulher a governar a "cidade eterna" em sua história milenar.

Apesar de ser contestada por não ter cumprido as promessas de resolver os problemas crônicos de Roma, como gestão do lixo e transporte público, Raggi deve ser uma candidata competitiva em uma corrida que se prefigura bastante disputada.

Além da atual prefeita, outros três postulantes de peso aparecem com chances de chegar ao segundo turno: o ex-ministro da Economia Roberto Gualtieri, de centro-esquerda; o liberal Carlo Calenda, ex-ministro do Desenvolvimento Econômico; e o advogado Enrico Michetti, apoiado pela coalizão de direita.

Ansa - Brasil   
Publicidade
Publicidade