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Itália tem 500 mil 'invisíveis' a campanha de vacinação

Estimativa foi enviada ao governo por ONGs humanitárias

22 fev 2021
09h14
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Um dos países mais afetados no mundo pela pandemia do novo coronavírus, a Itália tem cerca de 500 mil pessoas "invisíveis" à campanha de vacinação contra a Covid-19, o que equivale a quase 1% de sua população.
    A estimativa está em uma carta enviada ao ministro da Saúde, Roberto Speranza, por uma série de ONGs e agências humanitárias, como Cáritas, Emergency e Médicos Sem Fronteiras. Entre os "invisíveis" estão moradores de rua, italianos e estrangeiros sem documentos, cidadãos europeus em condição de irregularidade, apátridas e uma parcela da população cigana.
    Na carta, as entidades pedem que o governo estabeleça diretrizes nacionais para incluir essas 500 mil pessoas no plano nacional de imunização contra a Covid-19. "O direito à vacina existe, mas não é praticável", disse o advogado Marco Paggi, da Associação de Estudos Jurídicos sobre Imigração (ASGI).
    A carta enviada a Speranza ainda cita uma diretiva publicada em dezembro pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), que aconselha priorizar na vacinação estruturas sem capacidade de garantir distanciamento físico, como albergues para moradores de rua e centros de acolhimento de migrantes e refugiados.
    "Entre os estrangeiros, há um certo número de diagnósticos atrasados que, comportando um agravamento clínico, levam a um maior nível de hospitalização em relação aos italianos", acrescenta a carta.
    Em cerca de dois meses de campanha de vacinação contra a Covid-19, a Itália já aplicou 3,5 milhões de doses, sendo que 1,33 milhão de pessoas já receberam as duas necessárias. .
   

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