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Itália registra novo recorde de casos diários de coronavírus com mais de 10.000 infecções

16 out 2020
16h09
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A Itália registrou 10.010 novas infecções por coronavírus nas últimas 24 horas, informou o Ministério da Saúde nesta sexta-feira, o que representa a maior contagem diária desde o início do surto no país e acima do recorde anterior de 8.804 casos informado na véspera.

Basílica San Giovanni in Laterano, Roma
 16/10/2020. REUTERS/Yara Nardi
Basílica San Giovanni in Laterano, Roma 16/10/2020. REUTERS/Yara Nardi
Foto: Reuters

O ministério também relatou 55 mortes relacionadas ao coronavírus, contra 83 no dia anterior e muito menos do que no auge da pandemia na Itália em março e abril, quando houve um pico de mais de 900 mortes registradas em 24 horas.

O número de pacientes de coronavírus internados em unidades de cuidados intensivos continuou a aumentar, chegando a 638 na sexta-feira, ante 586 na quinta-feira, em comparação com uma mínima de cerca de 40 na segunda quinzena de julho.

A Itália foi o primeiro país da Europa a ser atingido duramente pela Covid-19 e tem o segundo maior número de mortos no continente, atrás apenas do Reino Unido, com 36.427 mortes desde o início do surto em fevereiro, de acordo com dados oficiais.

O número de testes realizados nas últimas 24 horas caiu para 150.377, do recorde de 162.932 registrado na quinta-feira.

O governo italiano impôs na terça-feira novas restrições a reuniões, restaurantes, esportes e atividades escolares, em uma tentativa de diminuir o aumento de infecções.

No entanto, alguns especialistas disseram que as medidas foram muito limitadas e alguns líderes locais, desde então, anunciaram ações mais agressivas para suas regiões.

O chefe da Lombardia, no norte, a região mais atingida na Itália, disse nesta sexta-feira que revisaria o horário de funcionamento de bares e restaurantes e fecharia centros de jogos e salas de bingo. Ele também pediu às universidades que voltassem ao ensino à distância.

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, descartou a volta de um lockdown nacional, mas ministros do governo podem se reunir no fim de semana para discutir o aperto das restrições atuais, disse uma fonte.

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