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Itália publica novas medidas para conter foco de peste suína

Regras incluem abatimento imediato de animais contaminados

19 jan 2022 17h44
| atualizado às 17h56
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Os ministérios da Saúde e das Políticas Agrícolas e Florestais (Mipaaf) da Itália publicaram novas medidas nesta quarta-feira (19) para tentar conter um surto de peste suína africana (PSA) em javalis que atinge as regiões de Piemonte e Ligúria. É o segundo documento divulgado em menos de uma semana sobre o caso.

Animais afetados estão em cidades da Ligúria e do Piemonte
Animais afetados estão em cidades da Ligúria e do Piemonte
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Entre os principais pontos da nova ordem, estão o abatimento imediato dos animais contaminados, a proibição de repovoamento da espécie por seis meses nas áreas afetadas (que incluem 78 cidades no Piemonte e 36 na Ligúria) e o veto à manipulação de carnes frescas e subprodutos que venham de fora das "zonas vermelhas".

Com isso, as novas regras somam-se à proibição de atividades de caça de animais e de cogumelos e trufas, trekking e mountain bike por seis meses nas áreas afetadas, que haviam sido publicadas em 13 de janeiro.

Também por conta do foco, o governo do Piemonte anunciou que Giorgio Sapino, responsável pelos Serviços Veterinários regionais e diretor do Departamento de Prevenção da Agência Sanitária Local Cn1, será também o comissário extraordinário interregional para gerir a emergência de PSA.

O presidente da Coldiretti, principal confederação de agricultores italianos, Roberto Moncalvo, afirmou que são cerca de "50 mil javalis" que devem ser abatidos por conta da PSA.

"São necessárias ações corajosas que envolvam todos os sujeitos interessados nos territórios, sejam caçadores ou criadores habilitados. Também é indispensável que haja um controle sanitário de todos os animais abatidos", acrescentou ainda Moncalvo.

A PSA é uma doença muito contagiosa e que atinge javalis e suínos que fazem o cruzamento com essa espécie. Apesar dos problemas para os animais, ela não atinge o homem. O abatimento é a única forma de evitar a disseminação, já que não existe vacina ou tratamento para os bichos infectados. .
   

Ansa - Brasil   
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