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Itália lidera ranking de superlotação carcerária na UE

País tem 120 detentos para cada 100 vagas em cadeias

8 abr 2021
11h32
atualizado às 12h32
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Um relatório divulgado nesta quinta-feira (8) apontou que as prisões italianas são as mais superlotadas da União Europeia.

Detentos protestam na penitenciária de San Vittore, em Milão, para pedir indulto, em 9 de março de 2020
Detentos protestam na penitenciária de San Vittore, em Milão, para pedir indulto, em 9 de março de 2020
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O levantamento é publicado anualmente pelo Conselho da Europa, organização internacional de defesa dos direitos humanos, e diz que, no fim de janeiro de 2020, a Itália registrava 120 detentos para cada 100 vagas em seu sistema carcerário.

Considerando todos os membros do Conselho da Europa, a Turquia tem a pior situação, com 127 presos para cada 100 vagas. No entanto, levando em conta apenas os países da UE, ninguém supera a Itália.

Em seguida aparecem Bélgica (117 presos/100 vagas), França (116/100), Chipre (116/100), Hungria (113/100) e Romênia (113/100). Segundo Marcelo Aebi, responsável pelo relatório, a Itália tem dois caminhos para resolver o problema da superlotação carcerária: "reduzir a duração das penas" e "construir mais cadeias".

Em 2016, há cinco anos, a Itália tinha 110 detentos para cada 100 postos no sistema carcerário. Como o relatório diz respeito a dados de janeiro de 2020, ele ainda não reflete as medidas aprovadas pelo governo para reduzir a população penitenciária durante a pandemia do novo coronavírus.

Em março do ano passado, foi instituída uma regra que autoriza prisão domiciliar para detentos condenados por crimes de menor gravidade e com menos de 18 meses para descontar.  

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Ansa - Brasil   
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