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Itália e França pressionam por criação de 'coronabond'

Instrumento seria uma forma de levantar fundos contra pandemia

25 mar 2020
11h23
atualizado às 12h17
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O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, o presidente da França, Emmanuel Macron, e outros sete líderes europeus assinaram um documento conjunto que pede a criação de títulos de dívida comuns para os países da zona do euro.

Emmanuel Macron e Giuseppe Conte durante reunião em Roma, na Itália, em setembro de 2019
Emmanuel Macron e Giuseppe Conte durante reunião em Roma, na Itália, em setembro de 2019
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Os chamados "coronabonds" seriam uma forma de enfrentar a crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus. Os recursos obtidos com a venda desses títulos seriam inteiramente destinados a financiar as despesas dos governos para conter a emergência sanitária e relançar a economia.

A ideia remete aos "eurobonds", propostos no auge da crise financeira na zona do euro, mas sempre rechaçados pelos países com políticas fiscais mais rigorosas, principalmente a Alemanha.

"Devemos reconhecer a gravidade da situação e a necessidade de uma nova reação para reforçar nossas economias. [...] Em particular, devemos trabalhar em um instrumento de dívida comum emitida por uma instituição europeia para coletar recursos no mercado, em benefício de todos os Estados-membros, garantindo o financiamento estável e em longo prazo das políticas úteis a combater os danos causados por essa pandemia", diz a carta.

Além de Conte e Macron, o documento é assinado pelos líderes de Bélgica, Eslovênia, Espanha, Grécia, Irlanda, Luxemburgo e Portugal. "Existem razões válidas para apoiar esse instrumento comum, pois estamos enfrentando um choque simétrico que não é responsabilidade de nenhum país, mas cujas consequências negativas se abatem sobre todos", acrescenta a carta.

A Europa é o atual epicentro da pandemia do novo coronavírus, que já contaminou mais de 430 mil pessoas e deixou cerca de 20 mil mortos no mundo todo. Segundo fontes da UE, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, pediu para os ministros das Finanças da eurozona considerarem a ideia de criar os "coronabonds".

 A Alemanha, maior economia da Europa, ainda não se posicionou de forma definitiva sobre o assunto. Com o "coronabond", os países da eurozona partilhariam uma mesma dívida, algo que não acontece atualmente. Dessa forma, nações mais endividadas, como Itália, Grécia, Portugal e Irlanda, teriam acesso a financiamento mais barato em um momento de crise, que tende a pressionar para cima os juros de seus débitos.

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