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Itália bate novo recorde negativo de nascimentos

Imigrantes atenuaram efeito do esvaziamento populacional

13 jul 2020
08h44
atualizado às 09h02
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A Itália registrou em 2019 o menor número de nascimentos desde sua unificação, realizada no século 19. Aliado a um pequeno aumento nos óbitos, isso levou a população do país a se reduzir pelo quinto ano consecutivo.

Itália convive com esvaziamento populacional desde 2015
Itália convive com esvaziamento populacional desde 2015
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

É o que aponta o balanço demográfico de 2019, divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat), o equivalente italiano ao IBGE. Segundo o relatório, 420.170 bebês nasceram na Itália no ano passado, o que representa uma queda de 4,5% na comparação com 2019, quando o índice já havia batido recorde negativo.

Em números absolutos, isso significa cerca de 19 mil bebês a menos em 2019. Além disso, a Itália tem visto uma progressiva diminuição do número de estrangeiros nascidos no país: foram 62.944 no ano passado (15% do total), queda de 3,8% (2,5 mil unidades) na comparação com 2018.

A participação de estrangeiros no total de nascimentos é maior no norte italiano, com destaque para a Emilia-Romagna, onde um em cada quatro bebês que vieram à luz em 2019 é filho de imigrantes. Por outro lado, o país registrou um aumento de 0,2% nos óbitos registrados no ano, que chegaram a 634 mil.

Segundo o Istat, a tendência de aumento na mortalidade é algo "estrutural" em uma população "caracterizada por um acentuado envelhecimento demográfico". Ao mesmo tempo, o número de italianos emigrados aumentou 8,1%, enquanto o de estrangeiros que chegam na Itália caiu 8,6%.

População

Todos esses fatores levaram a população da Itália a sofrer uma redução de 188.721 pessoas (-0,3%) em 2019, chegando a 60.244.639. Essa é a quinta queda consecutiva na quantidade de residentes no país, que perdeu quase 551 mil habitantes desde 2014.

Considerando apenas os cidadãos italianos, a perda em 2019 foi de 236 mil unidades (-0,4%), número inferior à população de apenas 12 municípios do país. Em cinco anos, são 844 mil italianos a menos vivendo dentro das fronteiras nacionais.

Ao mesmo tempo, a quantidade de estrangeiros na Itália teve aumento de 292 mil unidades em 2019, atenuando a tendência de redução populacional no país, que encerrou o ano passado com 54.938.091 italianos e 5.306.548 imigrantes registrados. A população estrangeira equivale a 8,8% do total.

Ao longo dos últimos anos, o governo da Itália tentou uma série de medidas para reverter a tendência de redução populacional, inclusive o pagamento de um bônus para cada nascimento no país, mas nada foi suficiente.

A próxima aposta é o pagamento de um subsídio mensal e universal para cada filho, do sétimo mês de gravidez até o 18º aniversário.

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Ansa - Brasil   
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