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Itália amplia inquérito sobre rapto de sobrevivente de teleférico

Avó materna também é suspeita de sequestrar Eitan Biran

14 set 2021 09h23
| atualizado às 09h44
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O Ministério Público da Itália incluiu nesta terça-feira (14) mais uma pessoa no inquérito sobre o possível sequestro do menino Eitan Biran, único sobrevivente da queda de um teleférico no norte do país em maio passado.

Faixa em apoio a Eitan durante sua internação pós-acidente, em maio passado
Faixa em apoio a Eitan durante sua internação pós-acidente, em maio passado
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Além do avô materno do garoto, Shmuel Peleg, a avó materna Etty Peleg também passou a ser investigada por sequestro agravado. A suspeita é de que Etty tenha ajudado Peleg, de quem é separada, a levar a criança para Israel, país de origem da família.

A hipótese de sequestro é cogitada pelo Ministério Público pelo fato de a guarda provisória de Eitan ter sido entregue a uma tia paterna, Aya Biran-Nirko, que vive em Pavia, norte da Itália, mesmo local onde residia a família do garoto, dizimada pela tragédia do teleférico de Stresa-Mottarone.

Os parentes maternos do menino tinham permissão para vê-lo duas vezes por semana e se aproveitaram de uma dessas ocasiões para levá-lo para Israel, provavelmente por meio de um voo privado a partir de Lugano, cidade suíça que fica a menos de uma hora de Milão.

Eitan é o único sobrevivente da queda do teleférico de Stresa-Mottarone em maio passado, tragédia que deixou 14 mortos, incluindo seus pais (Amit Biran e Tal Peleg), seu irmão mais novo (Tom) e seus bisavós maternos (Itshak Cohen e Barbara Konisky).

O menino também esteve perto da morte e ficou quase 20 dias internado em um hospital de Turim, mas recebeu alta no início de junho e, desde então, as famílias materna e paterna brigam por sua guarda.

"A família Peleg mantém Eitan como os soldados do Exército israelense são feitos prisioneiros nos cárceres do Hamas", acusou Or Nirko, marido de Aya e tio do menino, em entrevista a uma emissora de Israel.

"A família Peleg se nega a dizer onde está o menino, o escondem em uma espécie de buraco", acrescentou. A família paterna já abriu uma ação em um tribunal de Tel Aviv para pedir o retorno de Eitan à Itália.

Já os advogados de Peleg alegam que ele levou o menino para Israel após "meses tentando, em vão, colocar a voz da família materna no procedimento de escolha do tutor" e por preocupações com o estado de saúde mental da criança.

O caso arrisca se tornar um incidente diplomático, a ponto de o ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio, ter dito na última segunda-feira (13) que já estava estudando o caso para "depois intervir".

Os pais de Eitan moravam na Itália, mas foram sepultados em Israel.

Ansa - Brasil   
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