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Irã nega ter atirado em manifestantes após derrubar avião

Vídeos publicados nas redes sociais registraram tiros e poças de sangue durante as manifestações

13 jan 2020
08h22
atualizado às 10h22
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A polícia do Irã negou, nesta segunda-feira (13), que agentes tenham atirado em manifestantes que tomaram as ruas para protestar após a ação que derrubou, por engano, um avião de passageiros na última quarta-feira (8). Vídeos publicados nas redes sociais registraram tiros e poças de sangue durante as manifestações.

Manifestantes protestam em apoio às vítimas de queda de avião ucraniano perto de Teerã
11/01/2020
Nazanin Tabatabaee/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
Manifestantes protestam em apoio às vítimas de queda de avião ucraniano perto de Teerã 11/01/2020 Nazanin Tabatabaee/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
Foto: Reuters

"Nos protestos, a polícia não atirou de forma nenhuma, porque os policiais da capital foram ordenados a mostrar comedimento", disse Hossein Rahimi, chefe de polícia de Teerã, em um comunicado publicado pelo site da emissora estatal.

Em um tuíte no domingo, o segundo dia de manifestações no Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse às autoridades: "Não matem seus manifestantes".

Os protestos em casa são o desdobramento mais recente de uma das escaladas mais desestabilizadoras entre os EUA e o Irã desde a revolução iraniana de 1979.

Teerã admitiu ter derrubado o avião ucraniano por engano, matando todas 176 pessoas a bordo, horas depois de ter disparado mísseis contra bases norte-americanas em retaliação ao assassinato de seu líder militar mais poderoso em um ataque de drone ordenado por Trump.

A revolta pública no país irrompeu em protestos no sábado após a confissão dos militares. Os manifestantes voltaram às ruas no domingo e novamente nesta segunda-feira (13).

Vídeos publicados nas redes sociais na noite de domingo registraram tiros nas proximidades dos protestos na Praça Azadi de Teerã. Imagens mostraram sangue no solo, feridos sendo carregados e pessoas que pareciam ser seguranças correndo com armas.

Outras postagens mostraram batalhões de choque golpeando manifestantes com cassetetes enquanto pessoas próximas gritavam "Não batam neles!"

"Morte ao ditador", mostraram imagens de manifestantes, que circulam nas redes sociais, dirigindo sua revolta ao líder supremo, Ali Khamenei.

"Eles estão mentindo que nosso inimigo é a América, nosso inimigo está bem aqui", bradava outro grupo diante de uma universidade de Teerã.

A Reuters não conseguiu autenticar as imagens de forma independente. A mídia filiada ao governo noticiou os protestos de sábado e domingo em Teerã e outras cidades, mas sem dar tais detalhes.

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