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Investigações sobre campanhas presidenciais dos EUA precisarão de aprovação de autoridades

13 jan 2020
20h11
atualizado em 14/1/2020 às 17h44
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O procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, disse nesta segunda-feira que irá elevar o patamar necessário para abrir investigação de contra-inteligência sobre campanhas presidenciais, medida que segue reclamações do presidente Donald Trump sobre a supervisão do governo sobre sua campanha eleitoral de 2016. 

Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca
13/01/2020 REUTERS/Leah Millis
Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca 13/01/2020 REUTERS/Leah Millis
Foto: Reuters

Qualquer investigação futura precisará das aprovações tanto do procurador-geral dos Estados Unidos quanto a do diretor do FBI, disse Barr em entrevista coletiva, acrescentando que havia chegado à decisão com o diretor do FBI Christopher Wray. 

Atualmente são os advogados do Departamento de Justiça que revisam as aplicações da Corte de Supervisão e Inteligência Estrangeira (FISA, na sigla em inglês), que tem a incumbência de verificar e conceder os pedidos. A aprovação de autoridades importantes não é normalmente requerida. 

"Uma das coisas que concordamos é que a abertura de uma investigação de contra-inteligência sobre uma campanha presidencial será algo que o diretor do FBI e o procurador-geral terão de aprovar", disse Barr em uma entrevista coletiva. 

O órgão interno regulador do Departamento de Justiça descobriu que autoridades do FBI cometeram diversos erros quando examinaram os contatos entre um ex-conselheiro da campanha de Trump e a Rússia em 2016. 

Os erros ajudaram a justificar a condução da vigilância sobre o conselheiro, Carter Page. A investigação assombrou os dois primeiros anos do governo de Trump. 

Trump já acusou publicamente agências governamentais dos Estados Unidos de vazarem acusações de que possuiriam material comprometedor sobre ele.

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