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Indígenas canadenses adiam visita ao Papa por temor da Ômicron

Objetivo do encontro é discutir massacres de nativos

8 dez 2021 09h51
| atualizado às 11h03
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Uma delegação de indígenas canadenses que visitaria o papa Francisco em dezembro decidiu adiar a viagem por temor da variante Ômicron do novo coronavírus.

Foto de antiga escola católica na província de Saskatchewan, Canadá
Foto de antiga escola católica na província de Saskatchewan, Canadá
Foto: EPA / Ansa - Brasil

O grupo seria recebido no Vaticano para discutir a recente descoberta de centenas de túmulos de crianças nativas em antigas escolas católicas do Canadá.

"Principalmente para os idosos, mas também para os delegados que vivem em comunidades remotas, o risco de infecção e a fluidez da evolução da situação global constituem um risco muito elevado neste momento", diz um comunicado conjunto da Conferência dos Bispos Católicos Canadenses (CCBB) e da Assembleia das Primeiras Nações.

O comunicado ainda expressa o desejo de que a reunião aconteça em 2022. O Papa já anunciou que visitará o Canadá - embora sem fixar uma data - para reconstruir a relação com as comunidades indígenas, que foram vítimas de uma assimilação forçada à cultura dominante.

Até o momento, já foram descobertas cerca de 1,3 mil sepulturas sem nome em três antigas escolas católicas para crianças nativas. Esses internatos do governo eram geridos pela Igreja para "educar" indígenas, que eram retirados à força de suas comunidades e obrigados a abandonar seus costumes e sua língua.

Além disso, os alunos eram alvos frequentes de abusos sexuais e físicos. Os primeiros túmulos foram encontrados em maio, mas a Igreja Católica no Canadá pediu desculpas apenas em setembro, após ter visto paróquias serem queimadas em protestos de povos indígenas.

Estima-se que cerca de 150 mil nativos passaram por esses internatos até a década de 1970.

Ansa - Brasil   
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