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Incêndio diante de tribunal marca protesto "pacífico em geral" em Hong Kong, diz polícia

9 dez 2019
10h02
atualizado às 10h12
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Manifestantes de Hong Kong atearam fogo diante de um tribunal, atiraram coquetéis molotov e picharam prédios do governo, maculando o que de resto foi uma marcha "pacífica em geral" no fim de semana, disse a polícia nesta segunda-feira.

Protesto em Hong Kong
09/12/2019
REUTERS/Laurel Chor
Protesto em Hong Kong 09/12/2019 REUTERS/Laurel Chor
Foto: Reuters

Os comentários surgiram no momento em que os manifestantes pediam greves em toda a cidade nesta segunda-feira. A maioria das conexões de trens e transportes funcionou bem durante o horário de pico da manhã, e não surgiram relatos de transtornos de larga escala.

Grandes grupos de manifestantes vestidos de preto tomaram as ruas do polo financeiro asiático no domingo, a maior manifestação antigoverno desde as eleições locais do mês passado e uma demonstração retumbante do apoio contínuo ao movimento pró-democracia.

Embora a marcha tenha parecido ser essencialmente pacífica - um contraste marcante com alguns outros protestos de massa dos últimos seis meses nos quais manifestantes tiveram verdadeiras batalhas campais com a polícia -, as autoridades relataram alguns danos depois que ela terminou.

"Embora o evento tenha sido pacífico em geral, atos de violação da paz pública aconteceram mais tarde", disse a polícia em um comunicado nesta segunda-feira.

"Alguns arruaceiros picharam as paredes exteriores da Alta Corte, atiraram coquetéis molotov e atearam fogo diante da Alta Corte e da Corte Final de Apelações, danificando propriedades do governo e desafiando seriamente o espírito do Estado de Direito", disse a corporação, acrescentando que lojas e bancos foram vandalizados nas áreas de Causeway Bay e Wan Chai, situadas na ilha de Hong Kong.

Repórteres da Reuters presentes na marcha de domingo viram pichações e manifestantes montando barricadas, mas não estiveram próximos dos outros incidentes.

A Ordem dos Advogados de Hong Kong repudiou o que classificou como "atos de incêndio criminoso e vandalismo" e disse que os responsáveis devem responder à justiça.

Os manifestantes estimaram o comparecimento em 800 mil pessoas, e a polícia em 183 mil.

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