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Hong Kong proíbe uso de máscaras em manifestações

Lei busca acabar com a violência e manter a ordem na região

4 out 2019
10h02
atualizado às 14h27
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A governadora de Hong Kong, Carrie Lam, anunciou nesta sexta-feira (4) a aplicação de uma lei que proíbe manifestantes de usarem máscaras em protestos.

Hong Kong proíbe uso de máscaras em manifestações
Hong Kong proíbe uso de máscaras em manifestações
Foto: EPA / Ansa - Brasil

A norma, que não é utilizada desde 1967, entrará em vigor no sábado (5) e tem como objetivo "criar um efeito dissuasor contra manifestantes mascarados e violentos e ajudar a polícia em sua missão de manter a ordem".

O secretário de Segurança de Hong Kong, John Lee, disse que as máscaras serão proibidas em procissões e manifestações, autorizadas ou não, além de tumultos. Os infratores poderão ser presos por um ano e multados em até 25 mil dólares de Hong Kong, o equivalente a cerca de R$ 13 mil. Às pessoas que tiverem que usar uma máscara para necessidades especiais, inclusive por motivos médicos, de saúde e religiosos, serão aplicadas cláusulas de isenção.

Lam afirmou que a violência dos protestos na região aumentou para um nível muito alarmante nos últimos dias, deixando muitos feridos e "levando Hong Kong a uma situação caótica e de pânico". A governadora informou que cerca de 1,1 mil pessoas foram feridas, incluindo mais de 300 policiais.

Apesar dos números apresentados por Lam e de uma lei antimáscara ter entrado em vigor, a chefe do Executivo enfatizou que Hong Kong não está em estado de emergência. No entanto, ela declarou que a região está em extenso e sério perigo público.

"É essencial pararmos a violência e restabelecermos a calma na sociedade o mais rápido possível", disse Lam. Os defensores da proibição de máscaras em protestos disseram que elas são usadas pelos manifestantes para ocultar suas identidades.

"Muitos policiais e moradores ficaram feridos com a escalada da violência, mas a polícia não conseguiu levar todos os manifestantes à Justiça, pois a maioria deles usava máscaras para esconder identidades", disse Elsie Leung, ex-secretária de Justiça de Hong Kong.

Já os manifestantes afirmam que a medida é mais uma forma de repressão do governo. Após a nova lei antimáscaras ter entrado em vigor, centenas de manifestantes com os rostos cobertos foram às ruas e montaram barricadas em diversos pontos da cidade.

A medida acrescentou Hong Kong à lista de países e regiões que possuem legislações antimáscaras, como França, Canadá e diversos estados norte-americanos. A onda de protestos em Hong Kong já dura cerca de cinco meses e teve início por conta de uma lei que autorizava a extradição de suspeitos de crimes para a China continental, mas logo se tornou um movimento de eleições livres e contra o governo de Lam, que é apoiada por Pequim.

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