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Homem saudita é preso em Jeddah após ataque à faca contra guarda em consulado francês

29 out 2020
10h42
atualizado às 10h45
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Um homem saudita foi preso na cidade de Jeddah, no Mar Vermelho, após atacar e ferir um segurança com uma "ferramenta afiada" no consulado francês nesta quinta-feira, informou a polícia local.

A Saudi flag flutters atop Saudi Arabia's consulate in Istanbul, Turkey October 20, 2018. REUTERS/Huseyin Aldemir
A Saudi flag flutters atop Saudi Arabia's consulate in Istanbul, Turkey October 20, 2018. REUTERS/Huseyin Aldemir
Foto: Reuters

Um comunicado da polícia da região de Meca disse que o guarda sofreu "ferimentos leves" e que uma "ação legal" estava sendo movida contra o homem.

A embaixada francesa afirmou que o consulado foi sujeito a "um ataque com faca que visou um guarda", acrescentando que o segurança foi levado ao hospital e que não corre risco de morrer.

"A embaixada da França condena veementemente este ataque contra um posto diplomático que nada poderia justificar", informou a agência em um comunicado.

O ataque ocorreu depois que um homem com uma faca, que gritava "Allahu Akbar", decapitou uma mulher e matou duas outras pessoas na cidade francesa de Nice no início do dia. O prefeito de Nice descreveu o ataque como terrorismo.

A França ainda está se recuperando da decapitação de um professor escolar por um homem de origem chechena no início deste mês. O agressor disse que queria punir o professor por mostrar aos alunos desenhos do Profeta Maomé em uma aula sobre liberdade de expressão.

Desde o assassinato de Samuel Paty, as autoridades francesas reafirmaram o direito de exibir as charges por uma questão de livre expressão, e as imagens foram amplamente exibidas em passeatas em solidariedade ao professor.

Isso gerou raiva em partes do mundo muçulmano, com alguns governos acusando o presidente francês, Emmanuel Macron, de perseguir uma agenda anti-islâmica.

Na terça-feira, a Arábia Saudita condenou caricaturas ofendendo o Profeta Maomé, mas se absteve de fazer eco aos apelos de outros Estados muçulmanos por uma ação contra as imagens do profeta exibidas na França.

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